Número 2 teria criado divisões na Igreja

Tarcisio Bertone, de 78 anos, foi o número dois na hierarquia vaticana no pontificado de Bento XVI. Com o nobre posto de secretário de Estado (ele entregou o cargo quando o papa renunciou, como prevê a tradição), o cardeal italiano é também o carmelengo - responsável pela administração da Igreja no período de Sé Vacante, até que o novo papa assuma.

O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h19

Nos últimos dias, seu nome tem sido ligado à falta de transparência da Cúria e escândalos envolvendo a Justiça italiana. A crise no Banco do Vaticano fez com que vários cardeais o cobrassem, efetivamente, no último dia de reuniões da Congregação-Geral do Colégio Cardinalício, na segunda-feira, antes do início do conclave.

Bertone se defendeu dizendo que o Banco do Vaticano é, sim, transparente, mas não convenceu os cardeais que pedem por mudanças profundas na Cúria e apontam para ele como uma das pessoas que criaram profundas divisões na Igreja.

Pró-Cúria, Bertone defende a volta de um italiano para o comando da Santa Sé, após mais de 30 anos de papado de "estrangeiros". Mas, se o novo papa não sair da Itália, tem defendido o nome de d. Odilo Scherer, que atenderia a dois critérios: é o homem de confiança de um grupo no poder e, ao mesmo tempo, renovaria a imagem da Igreja ao se tornar o primeiro papa de fora da Europa em 1,3 mil anos.

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