Número de casos de dengue cai 66% neste ano em relação a 2011

Mato Grosso, Tocantins e Pernambuco foram os únicos Estados que registraram aumento nos diagnósticos da doença

ANTONIO PITA / RIO, O Estado de S.Paulo

02 Março 2012 | 03h03

O Ministério da Saúde anunciou ontem que os casos notificados de dengue no Brasil foram reduzidos em 66% neste ano em relação ao mesmo período de 2011. Apenas os Estados de Mato Grosso, Pernambuco e Tocantins registraram crescimento no número de diagnósticos da doença. Com uma alta de 238% nos casos, Tocantins vive uma epidemia.

Dados preliminares do ministério mostram que até o dia 18 de fevereiro foram registrados em todo o País cerca de 57 mil casos da doença. Em 2011, foram 166 mil. Os casos graves e mortes relacionados à dengue também diminuíram. Neste ano foram confirmados 5 óbitos, contra 181 no mesmo período do ano passado.

O ministério aponta o aporte extra de recursos para o combate à doença como uma das razões para a diminuição dos casos. Desde outubro, foram liberados R$ 92 milhões para ações preventivas e de controle da dengue em 1.159 municípios brasileiros. Somente o Rio de Janeiro recebeu R$ 13 milhões.

Já os três Estados que registram aumento do número de casos obtiveram, juntos, R$ 9 milhões. O valor foi repassado a 218 cidades. No Tocantins, onde a situação é mais grave, foram distribuídos R$ 1 milhão entre 40 municípios. O Estado registrou neste ano cerca de 4,7 mil casos.

O coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, diz que a divisão dos recursos segue critérios de população, região geográfica e histórico.

"O Rio recebeu mais porque convive com problemas de distribuição e tratamento de água e coleta de lixo que interferem na proliferação da doença." Apesar de ainda concentrar o maior número de vítimas, o Rio, com 7 mil casos, reduziu em 66% os registros.

Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o clima ajudou na redução dos casos de dengue. "Janeiro foi muito frio, não era um clima favorável para a proliferação." Barbosa diz que ainda é cedo para um balanço positivo dos números. "O pico de incidência da doença vai até maio. Com o aumento das temperaturas nos últimos dias, temos que ficar alerta."

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