RITCHIE B. TONGO/EFE/EPA
RITCHIE B. TONGO/EFE/EPA

Número de mortos em Taiwan sobe para 26 após terremoto

Mais de 170 pessoas foram resgatadas do edifício de 17 andares e cerca de 120 continuam desaparecidas; tremor de magnitude 6,4 ocorreu às 4h do sábado

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2016 | 14h54

Equipes de resgate seguem as buscas por sobreviventes nos escombros de um edifício residencial que desmoronou na madrugada de sábado (6), depois de um terremoto atingir o sul de Taiwan. O tremor deixou pelo menos 26 mortos e centenas de feridos. Mais de 100 pessoas permanecem desaparecidas.

A prefeitura de Tainan, cidade mais atingida pelo terremoto, informou que mais de 170 pessoas foram resgatadas do edifício de 17 andares, das quais 91 foram levadas a hospitais. O prefeito Lai Ching-te disse que a estimativa é que cerca de 120 pessoas ainda estejam presas nos escombros.

A prefeitura também informou que pelo menos 24 mortos foram encontrados no prédio que desmoronou. Mais de 100 pessoas foram resgatas de outras áreas de Tainan, oito das quais foram levadas a hospitais.

Bombeiros, policiais, soldados e voluntários vasculharam os escombros, alguns usando as próprias mãos, observados por dezenas de familiares das vítimas. Equipes médicas aguardavam perto.

"Ela não está respondendo aos meus telefonemas. Estou tentando me controlar e permanecer forte. Farei isso até encontrá-la", disse uma mulher de sobrenome Chang, de 42 anos, que aguardava notícias de sua filha de 24 anos que vivia no quinto andar do complexo.

A tragédia ocorreu dois dias antes da celebração do ano-novo lunar, o feriado familiar mais importante do calendário chinês. O edifício tinha 256 moradores, mas poderia haver muito mais pessoas no momento do tremor porque nestas datas as famílias recebem muitos convidados.

A maioria das vítimas foi surpreendida pelo sismo enquanto dormia. O tremor de magnitude 6,4 ocorreu às 4h deste sábado (16h de sexta-feira em Brasília). O epicentro foi registrado a 35 quilômetros a sudeste de Yujing e a cerca de 10 quilômetros de profundidade, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. (ASSOCIATED PRESS E REUTERS)

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