Número de "zonas mortas" nos oceanos aumenta, alerta ONU

O número de áreas do oceano onde o oxigênio dissolvido na água não é suficiente para sustentar vida - as chamadas "zonas mortas" - aumentou mais de 30% nos últimos dois anos, por conta do despejo de fertilizantes, esgotos, dejetos animais e da queima de combustíveis fósseis, afirmam especialistas das Nações Unidas.O número total dessas áreas devastadas chega a 200, de acordo com estimativas de especialistas reunidos em Berlim. Em 2004, o total estimado era de 149.O dano é causado pela reprodução explosiva de minúsculas plantas chamadas fitoplâncton, que morrem e afundam até o leito do oceano, sendo em seguida devoradas por bactérias que, no processo, consomem o oxigênio. Essa superpopulação de fitoplâncton é desencadeada pelo excesso de nutrientes - particularmente, fósforo e nitrogênio. O relatório da ONU estima que haverá um aumento de 14% na quantidade de nitrogênio despejada pelos rios no mar e nos oceanos, globalmente, entre meados dos anos 90 e 2030. A falta de oxigênio elimina peixes, ostras, leitos de algas marinhas e outras formas de vida. O número de zonas mortas só aumenta desde os anos 70. Mas nem todas perduram todo o ano, como ocorre no Golfo do México, que recebe os fertilizantes derramados no rio Mississippi.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2006 | 18h19

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