Nuvem de cinzas vulcânicas chega a Porto Alegre e Florianópolis

A nuvem de cinzas expelida pelo complexo de vulcões Puyehue-Cordón Caulle, no sul do Chile, chegou a Porto Alegre e a partes de Florianópolis, disse a Força Aérea Brasileira nesta terça-feira, citando informações do centro argentino responsável por monitorar as cinzas que têm afetado o tráfego aéreo no Cone Sul.

REUTERS

14 Junho 2011 | 11h51

"Ela (nuvem) se desloca na direção nordeste, basicamente no sentido de Navegantes (SC)", disse o major Ricardo Brito, do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea da FAB, sediado no Rio de Janeiro.

A companhia aérea TAM informou que retomou nesta terça-feira os voos de e para Montevidéu, no Uruguai, mas acrescentou que seguiam suspensas as operações no aeroporto de Buenos Aires, na Argentina.

A Gol afirmou que mantém cancelados seus voos para Buenos Aires e Rosário, na Argentina, e Montevidéu.

Até as 11h desta terça, de acordo com informações da Infraero, estatal que administra os aeroportos do país, mais de 20 por cento das partidas internacionais foram canceladas.

O aeroporto com maior número de cancelamento de voos internacionais era o de Guarulhos, em São Paulo, seguido por Galeão, no Rio de Janeiro.

Os dois principais aeroportos da Argentina chegaram a se preparar na noite de segunda-feira para a reabertura dos terminais, mas uma mudança nos ventos trouxe novamente à região as cinzas vulcânicas.

O complexo vulcânico chileno Puyehue-Cordón Caulle entrou em erupção há nove dias, lançando uma nuvem de fumaça e cinzas que cobriram diferentes cidades.

Cidades cordilheiras argentinas como San Carlos de Bariloche e Villa La Angostura estão cobertas pelas cinzas, que mudaram a cor das águas tradicionalmente azuis de seus lagos.

As duas cidades turísticas estavam praticamente vazias devido ao fechamento dos aeroportos, as aulas foram suspensas e a imprensa local afirmou que a população encontra dificuldades para conseguir combustível a poucos dias do início da temporada de inverno.

As autoridades decretaram emergência agropecuária na região em consequência das cinzas.

(Reportagem de Alberto Alerigi Jr. e Eduardo Simões)

Mais conteúdo sobre:
AEREAS CINZAS BR*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.