O 4G vem aí: e agora?

O Brasil entrou oficialmente na era do 4G. Na terça-feira, 12, a Anatel promoveu o leilão das novas faixas de transmissão de dados. No papel, o 4G promete comunicação dez vezes mais rápida que o 3G, facilitando, por exemplo, o streaming de vídeo. Com base nisso, pode-se esperar um belo upgrade na experiência de smartphones e tablets.

O Estado de S.Paulo

18 Junho 2012 | 03h09

Entre a promessa e a realização, contudo, há um longo caminho a ser percorrido...

Começando pelos prazos. Será só em abril de 2013 que as primeiras cidades do País começarão a receber o sinal 4G. As últimas, em dezembro de 2017. Isso se os prazos da Anatel forem respeitados.

Não foi o que aconteceu com o 3G. Segundo levantamento do portal Teleco, Tim, Claro e Oi ainda não ativaram o 3G em diversas cidades com mais de 500 mil habitantes, principalmente na região Norte. E onde existe, o 3G é mal avaliado por 63% dos usuários, segundo o portal.

Nenhum fabricante entrevistado pelo Link fala ainda sobre modelos 4G planejados para o Brasil. Comprar um aparelho fora não é opção em muitos países do mundo: a faixa de 4G tem que ser a mesma usada no Brasil.

É o caso dos EUA, onde muitos brasileiros compram tablets. É por isso que o 4G do tablet mais popular do mundo, o iPad, não funcionará no Brasil.

Mesmo que a Apple comece a fabricar o iPad no Brasil, o que está previsto, ele não deve vir com uma antena adequada ao nosso 4G. O motivo é que o modelo aprovado pela Anatel é o americano. Se for mudar a antena, colocando uma compatível com a rede brasileira, uma nova homologação terá que ser feita na agência reguladora.

E ainda há a questão de que o que todos vêm chamando comercialmente de 4G, o sistema LTE, não é exatamente a quarta geração de transmissão de dados, mas uma espécie de "3,9 G".

O verdadeiro 4G promete picos de transmissão de 1 giga por segundo, dez vezes mais que o LTE. Representado pelo sistema LTE Advanced, ainda não existe em operação comercial em nenhum lugar do mundo.

Leia abaixo nosso tira-dúvidas sobre o 4G.

Camilo Rocha | camilo.rocha@grupoestado.com.br

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.