O alegre Prosecco

Prosecco é um espumante feito com uva branca Prosecco, originária do Vêneto, Itália. Seu aroma frutado, algo cítrico, evoca melões e pêssegose. A popularidade levou à banalização. Muitos "proseccos" italianos disponíveis não são DOC. São de outras regiões

Saul Galvão,

05 de março de 2009 | 10h14

O Prosecco andou tão popular que virou quase sinônimo de espumante. Várias vezes me ofereceram um "prosecco" em coquetéis e jantares. Quando o vinho se materializava, era outra coisa - algumas vezes, e felizmente, um espumante nacional.Assim, vamos começar pelo começo, pela definição: Prosecco é um vinho espumante feito com a uva branca Prosecco, que é originária do Vêneto. Na Itália, há também vinhos tranquilos feitos com essa uva, mas aqui ele significa espumante.A popularidade levou à banalização. O Prosecco original, aquele de denominazione di origine controllata, na Itália é o de Conegliano Valdobbiadene, no Vêneto, o que já limita o espectro dos vinhos que encontramos por aqui. Uma grande proporção dos "proseccos" italianos disponíveis no mercado não é de denominação de origem controlada. Podem utilizar a uva Prosecco, mas são de outras regiões. São produtos mais baratos, feitos em série e normalmente não muito atraentes. Há ainda vinhos nacionais feitos com essa cepa, alguns dos quais conservam a tipicidade e são bem razoáveis.Em princípio trata-se de um espumante leve, frutado, que pode ser gostosinho, mas dificilmente grande e comparável aos melhores do gênero, inclusive nacionais. Seu aroma frutado (nos bons), com algo cítrico, evocando algumas vezes melões e pêssegos, costuma ser atraente. Também típico dos Proseccos o amarogno, o toque de amargor no final que, nos melhores, fica longe de incomodar e é menos perceptível.Em suas melhores versões, um espumante alegre, sem compromissos, que é ideal para ser bebericado despreocupadamente acompanhando uma boa conversa.Uma proporção considerável é de vinhos meio adocicados, não propriamente secos. O açúcar pode deixar o vinho mais agradável, mas também mascarar eventuais defeitos.Quem preferir vinhos mais secos deve insistir nos que trazem a palavra brut no rótulo, indicando que tem no máximo 15g g de açúcar por litro. Pode até parecer muito, mas o doce é compensado pela acidez. Os que se dizem "extra dry" são na verdade meio doces, sem tanta acidez e, algumas vezes, meio enjoativos (12g a 20g de açúcar por litro).Aqui, ficamos apenas com os mais secos (brut) e denominação de origem (DOC) Valdobbiadene.

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