O alquimista está chegando

O sommelier de cachaça do Mocotó, Leandro Batista, anda empenhado em fazer combinações com a declarada intenção de aproximar o público de sua bebida preferida. Nos últimos seis meses, vem testando misturas, blends, sem se incomodar com os puristas. E criou alguns blends interessantes, entre eles o quebra-conceito, mistura de cachaça Weber Haus, envelhecida em amburana, com Santa Terezinha, que amadurece em sassafrás, e Dona Beja, maturada em carvalho. O resultado já é um clássico da casa na preferência do público: bebida extremamente adocicada, de coloração dourada, lembrando um vinho de sobremesa. É recomendada justamente para finalizar a refeição. Já o cerejeira é um blend sulista com cachaça Companheira, do Paraná, envelhecida em amburana, e cachaça Lundu, prata, produzida no Rio Grande do Sul. Vai bem no aperitivo.

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2013 | 02h48

Batista conta que ainda não fez o "seu" blend. "Imagino algo equilibrado, fácil de beber. Sou louco para acertar um blend com cachaças envelhecidas em madeiras diferentes como pau-brasil e pau-amarelo-cetim." Para outubro, ele planeja dar um curso de análise sensorial de cachaça com degustação e o básico para quem quiser fazer - e sair do Engenho Mocotó carregando - o próprio blend.

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