''O avião parou assim, de repente', diz passageiro''

O espaço aéreo entre Cruzeiro do Sul, no Acre, e Tabatinga, no Amazonas, cobre uma área hostil e inóspita, de mata densa desprovida de recursos de apoio.

Roberto Godoy, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2009 | 00h00

"Não é o pior lugar da Amazônia para se voar - mas também não é o melhor: a floresta é mais aberta, porém há árvores com mais de 40 metros de altura e nenhuma infraestrutura", explica o piloto Domingos Silva, que opera na região desde 1999.

Segundo um dos sobreviventes, ouvido ontem em Cruzeiro do Sul, "o avião parou assim, de repente". O comandante aparentemente foi hábil ao levar o C-98 Caravan para a posição de pouso no Igarapé Jacuratá.

O clima no local é adverso e muda com rapidez. Na quinta-feira, a planilha meteorológica indicava nuvens e chuvas esparsas na rota do turboélice.

EQUIPAMENTO

A aeronave C-98 Caravan é a ferramenta utilizada pela Aeronáutica nas missões de transporte de carga leve e pessoal. A frota operacional, composta por 14 unidades, é empregada pelo Correio Aéreo Nacional e em ações como a que seria cumprida pela equipe da Funasa: levar vacinas até comunidades indígenas e ribeirinhas isoladas.

O turboélice é um avião robusto e fácil de pilotar. As asas altas são fator facilitador em emergências. Fabricado pela americana Cessna Air, custa de US$ 1,5 milhão a US$ 2,2 milhões, e a versão padrão tem capacidade para 14 passageiros, embora haja configurações executivas de seis a oito lugares. Foram produzidas cerca de 1,5 mil deles. O primeiro, de série, voou em 1982. O Caravan é usado por 62 empresas e forças militares de 23 países.

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