''O avô de hoje tem a vida pela frente''

A aposentada Eliana Rammi, de 59 anos, é uma vovó conectada. Quando ela e a filha Anne, de 31 anos, divergem sobre algum aspecto da criação de Joaquim, 1 ano, ela logo trata de achar na internet algum texto que ajude a fundamentar seu ponto de vista. "Tento posicionar meu pensamento, mas não imponho nada."

Karina Toledo, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2011 | 00h00

Ela cuida de Joaquim desde que ele tinha 5 meses. "Não tive muitos conflitos com minha filha. Temos valores parecidos."

Para Lidia Aratangy, ao mesmo tempo que os avós de hoje estão menos disponíveis para os netos - seja pelo trabalho ou pela vida social -, estão mais próximos deles e mais aptos a acompanhá-los. "Com o aumento da expectativa de vida, a pessoa que hoje se torna avô ou avó ainda tem a vida inteira pela frente."

A antropóloga Myriam Lins de Barros concorda. "Essa geração de avós é aquela em que a mulher foi para o mercado de trabalho, teve menos filhos e mais escolaridade. Tem valores mais parecidos com os de seus filhos que com os de seus pais."

Já a terapeuta familiar Vera Iaconelli diz que a atual geração de avós esta sendo mais cobrada do que nunca. Os filhos ainda esperam que sua mãe seja aquela avó à moda antiga. Ao mesmo tempo, a sociedade cobra dessa mulher que se mantenha jovem, inteligente, ativa.

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