'O berrante vai ecoar na avenida mais contagiante e alegre do planeta'

Zezé di Camargo, homenageado, com Luciano, pela Imperatriz Leopoldinense

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2016 | 01h42

1.O samba da Imperatriz é considerado um dos mais bonitos do ano. Você deu alguma sugestão? Como compositor, quais qualidades vê nele?

Não demos sugestão. Participamos da festa em que os três finalistas foram apresentados. Foram perfeitos. O do Elymar Santos também foi muito bom. Mas o do Zé Katimba com Adriano Ganso, Jorge do Finge, Moisés Santiago e Aldir Senna é divino. Ele retrata nossa história, fala do sonho do nosso pai, costurando com as riquezas e cultura de Goiás, com o jeito brejeiro de quem é do Centro-oeste.

2.O enredo foi criticado por misturar o sertanejo ao universo do samba...

Graças a Deus não chegaram críticas desse tipo aos meus ouvidos. Só escutei e li elogios. O berrante vai ecoar na avenida mais contagiante e alegre do planeta. Conseguiram unir o samba com a alma do sertanejo, com a cultura do interior, que também movimenta este País. É o Cristo de braços abertos para o Brasil das matas, do cerrado, do sertão, do galo cantando, da lua que vagueia, do peão, da romaria... Não é um gênero musical que invade a Sapucaí, são a cultura e os valores de um povo que pedem passagem para mostrar ao mundo o Brasil escondido atrás da serra.

Mais conteúdo sobre:
ImperatrizGoiásBrasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.