'O Brasil paga mais caro'

Entrevista - Maria Inez Gadelha, coordenadora-geral de Média e Alta Complexidade do Departamento de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde

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18 Junho 2011 | 00h32

Como foi definida a redução no valor dos espirais de platina na tabela SUS?

Buscamos racionalizar o uso do recurso público. Pagamos muito mais caro que outros países com sistemas de saúde e população menores. E quando se aumenta a produção de algo, a tendência é a redução do valor. Desenvolvemos dois tipos de análises e consideramos o ponto de vista do mercado e medidas técnicas.

O atendimento foi prejudicado?

Tivemos o cuidado de chamar os fabricantes e eles assumiram que a situação não aconteceria. Mas é possível que eventualmente esteja acontecendo com os procedimentos eletivos. Nós sabemos e notificamos os fabricantes. Com os casos de emergência, a situação está normal. É um imperativo moral. Emergência não se discute. Com o tempo, tudo será resolvido.

O ministério está disposto a negociar um ajuste do valor?

Eles (fabricantes) têm de nos convencer de que os custos são maiores do que estamos tabelando. Até hoje não trouxeram isso. Eles apresentaram uma planilha de custos que parte da receita e não do custo. O ministério se dispôs até a negociar com a Receita Federal a redução de impostos.

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