O cardápio da parede não é enfeite

Em sua nova casa, Michel Darqué também faz pratos de outros menus

Michelle Alves de Lima, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 05h34

Os cardápios que decoram as paredes do L''''Atelier Michel Darqué, que abre até a primeira semana de agosto, não estão ali como meros enfeites. Pratos que integram cardápios de restaurantes tradicionais, como Taillevent, George V e até Paul Bocuse também podem ser pedidos ao chef. ''''É só me avisar alguns dias antes que eu faço qualquer prato'''', garante Michel Darqué. O desafio só vale para pratos de casas francesas. Michel Darqué, que é colecionador (são mais de 150), ainda tem menus italianos, americanos... ''''Pretendo trocar os cardápios expostos com freqüência'''', diz o chef, que não vai abrir mão de ter o próprio cardápio. ''''Será algo bem descompromissado, com massas, risotos, peixes, carnes e sobremesas'''', adianta . Experiência na cozinha não lhe falta. Darqué, que deixou três meses o comando do Chez Victor (no Hotel Unique Garden), veio do País Basco francês, onde nasceu. Chegou aqui em 1980, para a abertura do restaurante do Hotel Maksoud. Foram oito anos no País. Em seguida, o chef passou por cozinhas da Inglaterra, Portugal, Bélgica, Turquia, Hong Kong, Coréia, Tailândia, até que...''''bateu saudade da feijoada''''. Ele voltou em 1996 e trabalhou em casas como o 72, no Itaim-Bibi, com Alex Atala, e o Chez Victor, onde ficou por dois anos e meio. ''''Este restaurante é meu sonho, por isso a cozinha é maior que o salão. A cozinha tem 100m2, e no salão são apenas 38 lugares'''', revela o chef, que comprou o ponto no número 195 da Rua Costa Carvalho, em Pinheiros, há nove anos. ''''Naquela época, não passava nem gato por aqui, mas sempre apostei na região'''', diz Darqué, que tem na vizinhança casas como Sacha Grill (R. Natingui), Pizzaria Bráz e Le Petit Trou (na R. Vupabussu). ''''Jardins e Itaim estão saturados e Higienópolis está caríssimo'''', diz.

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