O fim está próximo para Assad, diz chefe da espionagem alemã

O chefe do setor de espionagem da Alemanha, Gerhard Schindler, disse que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, parece estar em seus momentos finais porque seu Exército está esgotado pelas baixas, deserções e soldados que mudaram de lado.

Reuters

11 de agosto de 2012 | 10h16

Schindler, que é diretor da agência de inteligência BND, afirmou que o Exército de Assad, outrora com 320 mil homens, perdeu cerca de 50 mil deles desde o início do levante contra seu regime, há 17 meses.

As unidades pequenas e flexíveis da oposição foram minando a força do Exército com táticas e guerrilha, disse ele ao jornal alemão Die Welt, em entrevista publicada neste sábado.

"Há uma porção de indicadores de que começou o fim do jogo para o regime", declarou Schindler. "Isso (as perdas do Exército) inclui aqueles que ficaram feridos, os que desertaram e os cerca de 2.000 a 3.000 que passaram para o lado da oposição armada. A erosão no meio militar continua."

Embora o controle de Assad sobre o país se enfraqueça à medida que o levante se intensifica, as forças do governo tem vantagem esmagadora de poder de fogo sobre os rebeldes, que possuem pouco armamento.

No entanto, Schindler observou que as pequenas unidades dos rebeldes estão se sobrepondo ao poderio militar de Assad por se valerem de rapidez e capacidade de manobra para atacar rapidamente em emboscadas.

"Por causa de seu pequeno tamanho, não são um alvo fácil para o Exército de Assad", disse ele. "O Exército regular está tendo de enfrentar um grupo variado de combatentes. A receita do sucesso deles são as táticas de guerrilha. Elas estão quebrando o dorso do Exército."

Assad luta contra um rebelião que busca pôr fim a quatro décadas do poder de sua família na Síria.

(Reportagem de Erik Kirschbaum)

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