O futuro do Google

Foram três dias de conferência e duas grandes apresentações, com direito a paraquedistas que saltaram de um avião, aterrissaram no teto do centro de convenção e subiram até o palco. O Google I/O, evento anual que a empresa promove para seus desenvolvedores todo ano em São Francisco, nos Estados Unidos, terminou na sexta-feira e trouxe importantes lançamentos do Google tanto de hardware quanto de software.

Carla Peralva - carla.peralva@grupoestado.com.br,

02 Julho 2012 | 03h06

Os anúncios mostraram bem a diversidade de negócios da empresa, que dá passos para fechar o ciclo entre os serviços Google. A avaliação é a mesma feita sobre a Apple há menos de um mês, na sua convenção de desenvolvedores no mesmo Moscone Center, quando a empresa anunciou um sistema operacional para Macs inspirado no iOS.

Do lado do Google, veio o tablet Nexus 7, desenvolvido em parceria com a Asus. Segundo Hugo Barra, o brasileiro responsável pela divisão do Android, o Nexus 7 foi "construído para o Google Play".

Depois, o próprio Play, loja online de conteúdo aos moldes do iTunes da Apple, foi atualizado e passará a vender vídeos e programas de televisão. Além de computadores, smartphones e tablets, ele também poderá ser acessado via Google TV e Nexus Q, o segundo e mais curioso hardware apresentado na conferência (o fato de ser completamente fabricado nos EUA - e não na China -, gerou bastante comentários na imprensa norte-americana).

O Nexus Q é uma central multimídia que, uma vez sincronizada com um tablet ou um smartphone Android, reproduz vídeos e músicas armazenados na nuvem por streaming. E esse conteúdo pode ser transmitido para TVs e aparelhos de som conectados ao Nexus Q por fios.

Por trás de todos esses aparelhos, há a nova versão do Android, o Jelly Bean (4.1). Mais rápido, com transferência de mídia via tecnologia NFC (usada para transmitir dados sem fio entre dois aparelhos). O novo Android também tem suporte nativo ao Google Now, uma nova ferramenta de notificações inteligente que, entre outras coisas, entende quando o usuário está viajando e reúne informações como mapas, sugestões de restaurantes, horários de voos e de diversos outros apps.

"Plus a mais". A camada social da experiência Google/Android fica por conta do Plus, rede social que completou um ano de existência na quinta-feira, durante o I/O, e que já integra outros serviços online da empresa - incluindo as buscas, cada vez mais sociais. O Plus ganhou uma versão para tablets há muito aguardada, que conta com vídeos do Hangout - o recurso de videoconferência - adaptados a telas maiores, maior destaque para fotos e navegação que se adequa à orientação (horizontal ou vertical) do aparelho.

E se os Chromebooks, os notebooks com o sistema Chrome OS, do Google, não conquistaram força no mercado desde que foram lançados há um ano, o Google decidiu ampliar a rede de distribuição (pelo menos nos Estados Unidos e no Reino Unido). E também resolveu levar o navegador Chrome - popular nos desktops - para o sistema operacional móvel da rival Apple: usuários de iPhone, iPad e iPod Touch já podem baixar o Chrome em seus aparelhos.

E, uma vez fechado o ciclo computador-smartphone-tablet-nuvem, o Google ainda quis avançar em um novo jeito de conectar: "Um computador que pode ser vestido", como disse o cofundador Sergey Brin ao dar mais detalhes do óculos da empresa (veja ao lado), que foi usado pelo grupo de paraquedistas para filmar, em primeira pessoa, a queda até o Moscone Center.

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