O ganho ambiental da reciclagem

Inpev, que recolhe e recicla embalagens vazias de agrotóxicos, contribuiu para redução de gás do efeito estufa

Tânia Rabello, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2008 | 02h22

O trabalho de destinação correta de embalagens vazias de agrotóxicos que vem sendo realizado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) desde 2002 foi recentemente quantificado em termos de ganho ambiental. Realizado pela Fundação Espaço ECO, por encomenda do próprio Inpev, o estudo compreendeu o período de 2002 a 2006 e chegou à conclusão de que o processo de recebimento e envio à reciclagem ou incineração dessas embalagens significa que 98 mil toneladas de CO2 (um dos gases responsáveis pelo aquecimento global) deixaram de ser emitidas no meio ambiente. Segundo o diretor-presidente do Inpev, João Cesar Rando, esse ganho ambiental pode ser traduzido em 491 mil árvores plantadas ou 224 mil barris de petróleo economizados. Rando acrescenta, ainda, que a redução nas emissões de gás carbônico também se deve ao modelo logístico adotado pelo sistema, chamado de "logística reversa": "O caminhão que antes levava os produtos até os distribuidores e cooperativas agrícolas e voltava vazio para a indústria agora retorna carregado com as embalagens vazias a serem recicladas", explica ele, acrescentando que, hoje, mais de 98% dos fretes são feitos desse modo. Em 2007, o Inpev retirou da natureza 26 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos, ou 96% das embalagens primárias, "um recorde mundial no setor", comemora Rando.

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