'O maior desafio é a formação de um corpo de professores'

Entrevista com Silvia Colello: educadora da USP

Simone Iwasso, O Estadao de S.Paulo

22 de janeiro de 2010 | 00h00

Para a educadora Silvia Colello, especialista em ensino fundamental da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), o maior desafio dos colégios bilíngues é a formação de um corpo de professores capacitados. O desafio para eles é duplo - além de dominarem o conteúdo, devem dominar a metodologia e o idioma ensinado pela escola.

Há vantagens nas escolas bilíngues para o aluno?

Entendo essa demanda das famílias como uma questão de mercado, de preparação para o futuro. Dificilmente as escolas de idiomas, com duas aulas por semana, oferecem o domínio que a imersão na língua propicia.

E quais são os problemas?

Uma das questões mais importantes é a formação do professor. É muito difícil bons professores. Ter bons professores bilíngues é mais difícil ainda. Então, o que acontece em muitas escolas é eles contratarem pessoas que dominam a língua, mas não dominam os conteúdos e a pedagogia.

Como fica a alfabetização em mais de um idioma ao mesmo tempo?

É importante garantir que a criança tenha uma língua materna. É nela que a alfabetização deve ser feita e é nela que a criança assume sua identidade. Nesse tempo, ela pode ter aulas em outro idioma.

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