O Minimalista sai de cena

Mark Bittman encerra sua famosa coluna do NYT (reproduzida no Paladar), mas continuará defendendo o direito ao ‘jogo de cintura culinário’

03 de fevereiro de 2011 | 10h30

Mark Bittman 

Não é exatamente um goodbye. See you later talvez seja melhor. Mas nosso colunista, O Minimalista, vai dar um tempo. No fim da semana passada, Mark Bittman, o cozinheiro amador mais famoso dos EUA, decidiu interromper 13 anos de coluna semanal sobre comida no The New York Times, publicadas no Paladar desde julho de 2009 - as duas últimas você lê nas próximas semanas.

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A passagem do colunista pelo jornal americano contabiliza 700 textos desde 1997 - com ao menos uma receita em cada -, mais séries especiais nos feriados importantes e os divertidos vídeos que ele fazia para o site. Enquanto isso, publicou uma dezena de livros, cozinhou com Jean-Georges Vongerichten e Jamie Oliver, fez séries de TV com Mario Batali e Gwyneth Paltrow.

Digamos que Bittman aperfeiçoou a arte do jogo de cintura culinário: adaptou receitas étnicas, os sotaques gastronômicos de Nova York que via nos restaurantes e nas ruas. Visitou supermercados e lojinhas de produtos naturais, comprou cacarecos, encheu a cesta de ingredientes e levou para casa. Seus melhores amigos? Os mesmos eletrodomésticos que todos têm em casa: forninho elétrico, micro-ondas e processador. Na coluna de despedida, ele confirma a missão de "demonstrar que poucas receitas são dogmas" e improvisar é essencial ao cozinheiro. Bittman passou pelos modismos gastronômicos como quem passa desavisado pelas vitrines da 5ª Avenida.

Em entrevista exclusiva ao Paladar, reconhece que é hoje um homem menos carnívoro e mais comprometido com a cozinha sustentável. "É preciso um esforço conjunto para mudar a forma como comemos nos Estados Unidos", diz.

E agora escreverá regularmente sobre isso nas páginas de opinião do jornal e também em um novo blog, além de assinar uma coluna de receitas na dominical The NYT Magazine. "Comida de verdade precisa se tornar acessível a todos. Isso requer uma mudança de políticas governamentais. Eu começaria taxando junk food e subsidiando frutas e vegetais. As pessoas também vão precisar aprender, em alguns casos reaprender, a cozinhar. Mudar esse hábito não é simples nem rápido."

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