O pastel que vira sozinho

LEVEZA - Irmãs mantêm tradição do pastel viradorTem gente que se amontoa na janela das irmãs Stábile, em Paraibuna, querendo ver o pastel que vira sozinho. E quem vê não resiste, logo pede um. O pastel fez fama no Vale do Paraíba, mas não reina absoluto: disputa as atenções com o pastel de angu de São Luiz do Paraitinga, também muito popular. Qual é o melhor? Prove os dois.Veja também:ESPECIAL: É da roçaVocê não pode perder. Mesmo!A guerra do bolinhoTomate até na cocadaO arroz ficou vermelho!O que é que gosta de voar e é caviar?Amargo de doer, mas tem quem coma cruEm Bananal tem sempre trutaAs fadas da boca do tachoCaipira da gemaComida mineira é paulista. E também caipiraFeito de farinha de milho, o pastel que vira sozinho – elas apostam que é por causa da leveza – é uma criação de Nicolau Stábile, avô de Terezinha, Maria de Lourdes, Maria Aparecida e Bernadete, que hoje comandam a Pastel do Manezinho (R. Padre Antônio Pires do Prado, 3, Paraibuna, tel. 12 3974-0370). Mas quem tornou o pastel famoso foi Manoel, o pai delas, já falecido. Não é um pastel comum. A massa leva farinha de milho amarela e farinha de trigo; o recheio pode ser queijo ou carne (geralmente as sobras do fogado). A crosta é durinha, crocante, mas a massa é amolecida, com textura próxima à da tortilla mexicana. Só é feito nos fins de semana – quem quiser comer fora de época tem de encomendar.O pastel de angu de São Luiz do Paraitinga, ao contrário, pode ser encontrado todos os dias no Mercado Municipal da cidade em que nasceu o cantor Elpídio dos Santos. A mistura leva farinha de milho e polvilho doce, conta Fátima Santos, que faz e vende seu pastel ali há 27 anos. Ela aprendeu a preparar a receita com a mãe. "O segredo é o polvilho doce", garante. Deve-se misturar a farinha com água fervente, polvilho e sal até ficar macia. Depois, é só passar no óleo e no ovo, acrescentar carne ou queijo e fritar. O pastel é gostoso, mas vá com calma: sustenta bem e rápido.

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