O picolé de coco que virou uma rede de sorveterias

José Lopes justifica com uma frase o que o levou a comprar, há quase 20 anos, a sorveteria Rochinha: "Eu sempre gostei de sorvete." Um dia, durante um jantar com a família, teve a idéia. Se não desse, digamos, muito lucro, seria ao menos uma forma de fazer algo prazeroso; se desse, tanto melhor. De qualquer modo, valeria a pena, pensava ele. O negócio foi tão bem que a Rochinha passou de uma sorveteria local com apenas uma pequena fábrica instalada na própria loja, em São Sebastião, a uma rede conhecida em todo o Estado de São Paulo - agora, com uma grande fábrica, ainda instalada na cidade litorânea, uma loja na capital e a previsão de inauguração de outras seis. Apesar de vender também sorvetes de massa, a marca ficou famosa por seus picolés. "O destaque sempre foi o de coco, desde a criação da empresa, há 25 anos" , conta Lopes. Quando você rasga o papel e dá a primeira lambida, não imagina que em poucos minutos vai se deparar com tantos deliciosos fiapinhos de coco. Não é exagero (bem, talvez um pouco...) dizer que o picolé fica escondido no meio do coco. "Não adicionamos química, por isso todos os sorvetes ficam assim, naturais." Além do coco, são famosos os picolés de groselha, banana, abacate, milho-verde e mini-saia (metade creme, metade chocolate). O de leite condensado e o de morango - com pedaços da fruta - também são imperdíveis. E o preferido do dono da marca? "É difícil dizer. Coco, banana, abacate..." Ele não diz. E não é porque já cansou dos picolés. Morram de inveja: Lopes chupa, todos os dias, uma média de sete.

Giovanna Tucci, O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2008 | 03h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.