O que Skol e Rodenbach têm em comum?

Sommeliers testam cervejas nacionais

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2014 | 02h09

Lá e cá.Uma é super pop; a outra é das mais cults. O ml de uma custa doze vezes mais do que da outra. E vai milho nas duas.

Michael Zepf, diretor da Doemens Akademie, escola alemã que forma sommeliers no mundo todo, esteve no Brasil, e foi recebido por Cilene Saorin, que dirige a academia aqui. Juntos, fizeram uma prova de cervejas em latas de 269 ml. Skol, Itaipava, Devassa, Sol e Petra foram provadas duas vezes. E os dois graduados sommeliers concluíram: a melhor é a Skol (R$ 1,59). "Dentro da proposta, refrescante, neutra, matar a sede e dar aquela maresia, nas duas vezes, a melhor foi a Skol. Estava fresca, sem defeitos, absolutamente adequada à proposta", diz Cilene. "Ela é uma latin-american light lager, estilo genuinamente latino-americano, feita com milho, que é genuinamente latino-americano. Por que diminuir uma bebida que cumpre tão bem o que propõe?"

Michael Zepf pergunta retoricamente: "Qual a bebida mais popular do mundo?". Água. "E qual é a descrição mais comum dessas cervejas?" Aguadas. "Elas têm muita referência da água. São bem refrescantes."

Calma, antes de atirar sabugos, vamos ao outro oposto. A belga Rodenbach (R$ 46, 750 ml), uma flanders brown ale, leva de 10 a 20% de milho. "Complexa, produzida por cervejaria clássica e renomada, tem notas balsâmicas, é envelhecida em barril e leva milho. É lei: belgas ácidas - hoje tão badaladas - devem levar de 10 a 20% de milho", diz Cilene.

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