O rei da batida

O rei da batida

O cortador pena para fazer a brancura da castanha brotar de sua casca. Em visita ao Mercado Ver-o-Peso, em Belém, a reportagem do Paladar contou suados dez golpes de facão sobre a mesma semente. Fabrício Tavares garante que consegue descascar com quatro, "para não facetar muito". Ele tem 21 anos e "bate" castanha das 7h às 16h, 6 kg por dia, seis dias por semana. Vende tudo no mesmo dia - a castanha fresca só tem graça na hora (ou guardada em geladeira, na água), e mesmo no Norte não é barata: chega a R$ 30 o quilo. Os ouriços vêm de Manaus de barco, ainda inteiros, para todos os vendedores do mercado. Mas apenas seis (uma mulher) executam o trabalho de bater castanha. "Treinei dois meses para assumir a banca. No começo a gente perde muito, depois é fácil", conta Tavares, que no final de 2010 dividiu R$ 1 mil de prêmio no concurso de batedor mais rápido de Belém: 50 castanhas em 1 minuto.

Olívia Fraga,

26 Outubro 2011 | 20h36

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