O tradutor das plantas

Referência incontestável para chefs, pesquisadores e interessados em gastronomia, o cientista, botânico e escritor brasileiro Gil Felippe morreu na madrugada de terça-feira, 19. Felippe era professor da Unicamp e Ph.D. em botânica pela Universidade de Edimburgo, Escócia.

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2014 | 02h07

Felippe tornou-se conhecido entre chefs por sua contribuição à gastronomia, ao ajudar a traduzir e popularizar informações sobre ingredientes, seus usos e propriedades. Amendoim e Grãos e sementes são obras que não faltam na biblioteca dos chefs brasileiros.

"Ele falava que a botânica era para todo mundo. Isso era fundamental para nós, chefs. Ele transmitia informações de maneira simples e deixou um grande legado", diz Raphael Despirite, do restaurante Marcel, em São Paulo.

Sempre disponível, paciente e atento às perguntas sobre o universo vegetal, Felippe dava ao assunto um sabor de conversa, sem complicações técnicas, mas com rigor de cientista. E é esse o tom que marca seus quinze livros (veja ao lado) de divulgação da botânica para o público em geral (muitos deles ilustrados com delicadas aquarelas de Maria Cecilia Tomasi). Além desses, ele traduziu e participou de livros técnicos de fisiologia vegetal, sua especialidade.

Aos 80 anos, festejados em maio deste ano, estava cheio de projetos, como o livro que vinha escrevendo com o chef português Vítor Sobral, sobre pimentas.

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