O 'veneno' da folha de mandioca se perde no ar de Belém

Dizem que sem o desapego à tradição não se abre a mente para a criatividade. Esse pensamento vem à mente quando o assunto é maniçoba. Tida como iguaria por quem é de fora, maniva, para o paraense, é algo típico. Na época do Círio, Belém cheira a maniva sendo cozida, quando as casas se preparam para a festa religiosa. Também é comida de rua e tem muita gente que passa o dia com um prato de maniçoba - na zona comercial é um prato barato (e sustenta), R$ 4, com arroz e farinha-d"água.

Thiago Castanho, O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2011 | 00h34

Leva cerca de oito dias para ficar pronta. Pesquisando fontes históricas, descobre-se que a maniçoba antigamente levava carnes moqueadas (assadas na brasa). Com o tempo, embutidos e carnes salgadas foram tomando conta do prato. Na casa da minha avó as carnes eram assadas na brasa antes de entrarem na maniçoba. Até hoje fazemos assim. Fica mais leve, porque boa parte da gordura derrete na brasa.

E, assim como na feijoada, é o colágeno da orelha e dos pés de porco e de boi que dá estrutura à maniçoba. Na última hora de cozimento da maniçoba, juntam-se os temperos: cebola, alho e cheiros refogados.

É CHEF DO RESTAURANTE REMANSO DO PEIXE, EM BELÉM

Onde comprar

Taioba

Barraca da Ayako. R. Barão de Capanema, às quintas-feiras, e R. Diogo Jácome, aos sábados

Feira de Produtos Orgânicos do Parque da Água Branca. Av. Francisco Matarazzo, 455. Às terças, sábados e domingos, das 7h às 12h

Folha de mandioca

Ver-o-Peso. Av. 16 de Novembro, Belém (PA)

Broto de samambaia

Towa. Pça. da Liberdade, 113, 3105-4411

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