OAB absolve advogados suspeitos de ligação com PCC

Advogados alegam que defendiam supostos integranges da facção, mas não trabalhavam para ela

Josmar Jozino, Jornal da Tarde

23 de março de 2009 | 10h00

Dos 11 advogados de São Paulo investigados pela OAB por denúncias de suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2006, ano dos ataques da facção criminosa às forças de segurança do Estado, sete tiveram os processos arquivados. Todos afirmaram que defendiam supostos integrantes da facção, mas não trabalhavam para ela.

 

O Tribunal de Ética e Disciplina entendeu que as acusações não se transformaram em provas. As investigações contra os outros quatro profissionais continuam.

 

O presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP, Fábio Romeu Canton Filho, disse que todos processos são rigorosamente investigados, analisados e votados pelos conselhos. "O Tribunal de Ética é o menos corporativo das entidades de classe", disse. Segundo ele, "milhares" de profissionais foram condenados pelo órgão.

 

Dos sete advogados cujos processos foram arquivados, quatro foram presos em 2002 por outras acusações, dois acabaram detidos em 2006 e um em 2007. Em maio de 2006, quando o PCC impôs o terror em São Paulo, um grupo de advogados ficou na mira da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas.

 

Uma lista com os nomes dos advogados suspeitos de colaborar com o crime organizado foi enviada pela CPI à OAB. Foram absolvidos Iracema Vasciaveo, Jerônymo Ruiz Andrade Amaral, Maria Cristina de Souza Rachado, Abraão Samuel dos Reis, Mônica Fiore Hernandes, Leyla Maria Alambert e Anselmo Neves Maia.

 

Os quatro advogados cujas investigações estão em andamento são Eduardo Diamante, Libânia Catarina Fernandes Costa, Valéria Dammous e Sérgio Weslei da Cunha. Todos estão soltos.

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