Obama admite que pode restringir viagens

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que está aberto a restringir viagens para evitar o contágio do ebola, se os especialistas avaliarem que é necessário, embora não tenham essa posição no momento. O presidente afirmou que ele não tem "objeção filosófica" a tal proibição.

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2014 | 21h48

Em declaração nesta quinta-feira à noite, após uma reunião na Casa Branca, Obama disse que pode ser necessário nomear uma pessoa para supervisionar a resposta do governo americano à epidemia. Alguns parlamentares republicanos, incluindo o senador John McCain, têm pressionado pela nomeação.

O presidente admitiu que a resposta à crise provocada pela doença não foi tão eficiente quanto poderia ter sido, mas declarou que está tomando medidas para melhorá-la após duas enfermeiras contraírem o vírus. "Devido a estes dois incidentes, sabemos agora que pode ter havido problemas com equipamentos de proteção", admitiu. Ele reiterou que as chances de americanos comuns contrairem o vírus são extremamente baixas.

Obama também disse que o governo precisa garantir que os profissionais de saúde tenham mais confiança no sistema. De acordo com ele, se os funcionários mantiverem o foco, a situação será rapidamente controlada nos EUA, enquanto a epidemia na África Ocidental vai demorar meses para ser revertida, afirmou.

A reunião na Casa Branca incluiu Tom Frieden, diretor dos Centro de Controle de Doenças e Proteção (CDC, na sigla em inglês), a secretária de Saúde e Serviços Humanos, Sylvia Mathews Burwell, a conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice, o chefe de gabinete, Denis McDonough e Lisa Monaco, conselheira de segurança e contraterrorismo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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