Obama anunciará benefícios para parceiros de servidores gays

A administração tenta adotar pequenas medidas para estender os benefícios para gays e lésbicas

AE-AP,

17 Junho 2009 | 19h02

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai estender os benefícios concedidos a funcionários do governo para seus parceiros do mesmo sexo, informou, em condição de anonimato, um funcionário da Casa Branca.   Obama deveria anunciar a decisão nesta quarta-feira, 17, disse o funcionário. A decisão é um aceno político para um grupo de eleitores democratas que tem se tornado impaciente com o governo nas últimas semanas.   Vários arrecadadores de fundos gays retiraram seu apoio para um evento do Comitê Nacional Democrata, marcado para 25 de junho, no qual o vice-presidente Joe Biden deve discursar. A medida foi uma resposta às instruções do Departamento de Justiça divulgadas na semana passada sobre a Defesa do Ato do Casamento, alvo de críticas de gays e lésbicas.   O ato define o casamento como a união legal entre um homem e uma mulher. Dois efeitos da lei são que os Estados não precisam reconhecer casamentos entre pessoas do mesmo sexo e que o governo federal não deve tratar relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo como casamento, mesmo que seja reconhecido pelos Estados.   Gays e lésbicas também ficaram irritados quando a Casa Branca recusou-se a intervir nos casos de militares que enfrentam a corte marcial por terem desafiado as polícias do "não pergunte, não conte", da era Clinton. Gays e lésbicas podem servir nas Forças Armadas se não revelarem sua sexualidade ou apresentarem comportamento homossexual.   A administração tentou adotar pequenas medidas para estender os benefícios para gays e lésbicas. O Departamento de Estado prometeu dar aos parceiros de gays e lésbicas diplomatas alguns benefícios, como passaportes diplomáticos e ensino de línguas.   Mas as promessas da secretária de Estado, Hillary Rodham, deixaram de lado benefícios financeiros como pensões. A medida de Obama pode mudar essa situação.   Richard Socarides, advogado de Nova York e ex-conselheiro para assuntos de direitos dos gays do presidente Bill Clinton, tomou uma atitude "ver para crer" sobre o anúncio de Obama. "Se não incluir seguro-saúde, se não falar sobre a questão militar e sobre as instruções (do Departamento de Estado), eu acho que não terá efeito", disse Socarides em e-mail enviado na noite de terça-feira. "No momento, as pessoas esperam por ações reais". As informações são da Associated Press.

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