Obama critica política de McCain para imigração

O democrata Barack Obama e orepublicano John McCain cortejaram o apoio da comunidadehispânica neste sábado, e Obama acusou seu rival na disputapela Casa Branca de dar as costas a uma ampla reforma das leisde imigração dos EUA por causa da pressão de seu partido. Em aparições separadas diante de um grupo de autoridadespúblicas latinas, os dois candidatos se retrataram comodedicados campeões pró-hispânicos --um grupo que crescerapidamente e que pode oscilar politicamente até as eleições denovembro. Obama mirou a postura de McCain diante da ampla reforma esua mudança de atitude sobre a legislação que pode abrir ocaminho para a cidadania a 12 milhões de imigrantes ilegais dopaís. McCain, senador por Arizona, contrariou seu partido etrabalhou pelo plano, que recentemente foi reprovado peloCongresso em meio a uma pesada oposição republicana. Mas ele mudou sua posição durante a luta pela nomeação dopartido, ao enfatizar a necessidade de tornar seguras asfronteiras dos EUA antes de mudar o status de imigrantesilegais. "Um tópico em que o senador McCain costumava oferecermudanças era em imigração Ele era um campeão da reforma ampla,e eu o admirava por isso", disse Obama, senador por Illinoisque apoiou a proposta, à Associação Nacional de AutoridadesLatinas Eleitas e Indicadas. "Mas quando ele estava concorrendo à nomeação de seupartido, ele se afastou desse compromisso. Ele disse que nãoapoiaria nem sua própria legislação, se ela fosse votada",afirmou. "Se nós vamos resolver os desafios que encaramos, nãopodemos vacilar, não podemos mudar dependendo de nossosinteresses partidários." McCain, que falou ao grupo antes de Obama, admitiu que oplano "não era muito popular entre alguns em meu partido", masdisse que ainda trabalharia por uma ampla revisão das leis deimigração dos EUA. "Isso será minha maior prioridade ontem, hoje e amanhã",disse McCain, quando questionado se a reforma imigratóriaestaria no alto de sua lista sobre o que fazer nos primeiroscem dias de governo. Ele disse que a proposta falhou porque os americanos nãoestavam confiantes de que o Congresso protegeria as fronteirasdos EUA antes de lidar com a questão da imigração ilegal.

JOHN WHITESIDES E JEFF MASON, REUTERS

28 de junho de 2008 | 17h42

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