Obama critica rivais por problemas econômicos

Estimulado pelasérie de oito vitórias consecutivas, o pré-candidato democrataà Presidência dos EUA Barack Obama criticou indiretamente suarival Hillary Clinton e também o virtual candidato republicano,John McCain, pelos problemas econômicos do país. O senador, vencedor de três eleições primárias na véspera,apresentou uma proposta para gerar 5 milhões de empregos nosetor da energia "limpa" e prometeu criar um banco dedesenvolvimento que investiria 600 bilhões de dólares parareconstruir a infra-estrutura norte-americana. "Não estamos à beira da recessão devido a forças além donosso controle", disse Obama. "Foi um fracasso da liderança eda imaginação em Washington --a culminação de décadas dedecisões que foram tomadas ou adiadas sem levar em conta asrealidades de uma economia global." Obama fez as declarações numa fábrica de utilitáriosesportivos populares da GM em Wisconsin, que corre o risco deser fechada. Ele acusou a democrata Hillary e o republicano McCain dedesperdiçarem bilhões de dólares e milhares de vidas ao apoiar,com seu voto no Senado, uma guerra desnecessária no Iraque. Atacou ainda Hillary por mudar de idéia a respeito doAcordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, que incluiMéxico e Canadá), pois ela teria inicialmente apoiado suacriação, embora agora diga, segundo ele, que "precisamos dar umtempo no comércio". "Não sei nada de dar um tempo, mas sei isso: quando eu forpresidente, não vou assinar outro tratado comercial a não serque contenha proteções para nosso meio ambiente e proteçõespara os trabalhadores norte-americanos", afirmou Obama,ameaçando também cortar isenções fiscais para empresas que"exportam" vagas trabalhistas. McCain, que tem a candidatura republicana praticamenteassegurada depois das últimas vitórias nas prévias estaduais,reagiu falando do Iraque. Disse que os fatos mostraram que osdemocratas se precipitaram ao pedir a retirada das tropasnorte-americanas. "Eles disseram que nunca teríamos sucesso militar, aícomeçamos a ter sucesso militar", disse McCain em Washington,onde recebeu o apoio de líderes republicanos na Câmara. "ME ENCONTRE NO TEXAS" Enquanto Obama fazia campanha em Wisconsin, que vota nasemana que vem, Hillary se concentrava nos populosos Estados deOhio e Texas, onde as prévias só acontecem em 4 de março, masque levam muitos delegados à convenção nacional. Com as vitórias de terça-feira em Maryland, Virgínia e noDistrito de Columbia, Obama soma agora 1.078 delegadoscomprometidos com sua candidatura, contra 969 de Hillary,segundo projeção da MSNBC. Para vencer na convenção, sãonecessários 2.025 delegados. Guy Cecil, coordenador político da campanha de Hillary,disse que depois das disputas do Texas e de Ohio a diferença nacontagem de delegados entre os dois pré-candidatos seráinferior a 25. A ex-primeira-dama passou o dia em campanha no Texas, deolho especialmente no voto dos imigrantes latino-americanos.Ela também lançou novos anúncios nas TVs do Texas e de Ohio. Hillary minimizou as vitórias de Obama, dizendo que já eramesperadas, e cumprimentou o adversário. Mas lançou um desafio:"Diga a ele para me encontrar no Texas. Estamos prontos". A senadora rejeitou as críticas de Obama a respeito daeconomia, dizendo que os planos dele não levam àuniversalização da saúde pública, não resolvem a crise dashipotecas e não ampliam suficientemente o uso das energiasrenováveis. "Não sei como você pega a economia e produz resultadosreais para as pessoas se não permanece focado em como vamoscriar empregos novos e bons para o futuro. É uma diferençaentre promessas e soluções." (Reportagem adicional de Caren Bohan, John Whitesides eAndy Sullivan)

ANDREW STERN, REUTERS

13 de fevereiro de 2008 | 18h00

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