Obama mantém vantagem sobre Romney no eleitorado feminino

Sarah Formato aconchegou o filho de 3 anos no colo e levou seus pensamentos de volta a 2008, quando votou em Barack Obama.

MARGOT ROOSEVELT, Reuters

09 de agosto de 2012 | 14h47

"Os políticos estão nas mãos das grandes empresas", disse ela. "Obama compreendeu o problema. Ele não estava disputando por isso."

Hoje, o entusiasmo de Sarah diminuiu. "Ele não mudou nada", reclamou ela. No entanto, ela acrescentou com um balançar de ombros: "Eu lhe daria outra chance".

A batalha feroz do presidente pela reeleição depende, em parte, de mulheres como Sarah, cujo apoio se tornou morno. A dona de casa de 31 anos vive em um bairro neutro em um Estado decisivo -- os subúrbios do Condado de Arapahoe, sudeste de Denver, no Colorado.

Poucos duvidam que Obama vá ganhar a maioria dos votos femininos em todo o país, assim como fez em 2008. Mas a questão é se ele vai capturar um número suficiente deles em Estados-chave para compensar a falta de entusiasmo entre os homens. E as divergências em seu apoio entre as mulheres parecem depender do fato de elas terem filhos ou não.

De acordo com uma pesquisa nacional da Reuters/Ipsos com mulheres eleitoras de 25 a 45 anos de idade, as mães tendem a pensar diferente das mulheres sem filhos sobre questões que vão desde a economia, impostos e gastos militares a cuidados de saúde e controle de natalidade - e também sobre os candidatos presidenciais.

As mulheres que trabalham e não têm filhos preferem Obama a Mitt Romney, o candidato republicano, por uma vantagem de 20 pontos, 46 por cento a 26 por cento.

"Obama tem se saído muito bem, estimulando a economia, saindo do Iraque e investindo em saúde", disse Joanna Giddens, 27, que trabalha para uma organização sem fins lucrativos de Denver e não pode pagar seguro de saúde.

As mães trabalhadoras estavam menos propensas a favorecer o presidente, com 42 por cento a 34 por cento. Mães donas de casa como Sarah Formato, assim como as mães desempregadas, deram ao presidente uma margem de apenas cinco pontos de apoio: 37 por cento a 32 por cento.

O que os grupos têm em comum é que, até agora, não mais que três em cada 10 das mulheres entrevistadas apoiam Romney.

"Eu gosto de ver que Romney é um homem de família e sua esposa é uma mãe dona de casa", disse Sarah, que adiou a sua carreira de enfermeira para cuidar dos filhos. "Mas eu não tenho 100 por cento de certeza do que ele representa."

Em 2008, as mulheres representavam 53 por cento do eleitorado e Obama conquistou seu voto por uma margem de 13 pontos sobre seu rival republicano, John McCain. No total, sua vitória foi por 7 pontos de diferença.

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