Obama melhora imagem dos EUA no mundo, diz pesquisa

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, melhorou em seis pontos percentuais a imagem do seu país no exterior desde que foi eleito, em novembro, segundo uma pesquisa em 22 países divulgada na quinta-feira. Agora, 42 por cento das pessoas entrevistadas têm uma opinião favorável sobre os EUA.

MICHELLE NICHOLS, REUTERS

04 de junho de 2009 | 12h45

No dia em que Obama fez um importante discurso ao mundo islâmico no Cairo, a pesquisa Ipsos/Reuters mostrou um salto de 25 pontos na imagem favorável dos EUA na Turquia, único país majoritariamente islâmico da pesquisa. Agora, 49 por cento dos turcos têm uma visão favorável dos EUA.

A pesquisa foi feita entre os dias 14 de abril e 7 de maio, logo depois de uma visita de Obama a Istambul, que incluiu um encontro com líderes religiosos.

Na Índia, que tem também uma grande população muçulmana, a opinião positiva sobre os EUA oscilou de 72 para 73 por cento. Na China, foi de 34 para 42.

Obama, que é filho de muçulmano e passou parte da infância em um país islâmico, a Indonésia, vem se empenhando em melhorar a imagem dos EUA no mundo muçulmano, depois do impopular governo de George W. Bush.

Em março, uma pesquisa Ipsos em seis países árabes mostrou que 48 por cento dos 7.000 entrevistados tinham uma visão favorável de Obama, e 33 por cento tinham uma visão favorável dos EUA.

Clifford Young, do instituto Ipsos Global Public Affairs, disse que "uma melhora de seis pontos (na imagem dos EUA) em seis meses em nível global é bastante significativa".

"Estamos vendo um efeito lua-de-mel. Não significa necessariamente que irá declinar, significa que terá de ser reforçado com ações concretas."

Os 22 países incluídos na pesquisa representam 75 por cento do PIB global --EUA, Canadá, Brasil, México, Argentina, Coreia do Sul, China, Japão, Austrália, Índia, Rússia, República Checa, Polônia, Turquia, Suécia, Itália, Holanda, Bélgica, Alemanha, França, Espanha e Grã-Bretanha.

As entrevistas foram feitas pela internet, após avaliação dos entrevistados e distribuição segundo idade, gênero, educação e outros fatores. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

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