Obama perdeu popularidade devido a ex-pastor, diz pesquisa

As chances de vitória de BarackObama, pré-candidato do Partido Democrata às eleiçõespresidenciais dos EUA, viram-se bastante prejudicadas devido àpolêmica surgida em torno de seu ex-pastor, revelou umapesquisa do USA Today/Gallup divulgada na segunda-feira. As cifras mostraram Hillary Clinton, que disputa a vagademocrata no pleito de novembro, à frente de Obamanacionalmente, com 51 por cento das intenções de voto contra 44por cento entre os democratas e os eleitores independentes quependem pelos democratas. O resultado contrasta com o verificado em uma pesquisa daCBS News/New York Times divulgada no domingo e na qual Obamaficou 12 pontos percentuais à frente de Hillary. Os dois pré-candidatos participam na terça-feira dasprévias do partido na Carolina do Norte e em Indiana, ospróximos passos em sua batalha pela vaga democrata nas eleiçõespresidenciais, das quais deve participar também o candidato doPartido Republicano, John McCain. Os resultados da pesquisa do USA Today/Gallup apontavam umrevés acentuado para o pré-candidato em relação a suapopularidade duas semanas atrás, antes da polêmica provocadapelo reverendo Jeremiah Wright. Àquela época, Obama aparecia 10pontos percentuais à frente da adversária. A enquete maisrecente possui uma margem de erro de 5 pontos percentuais. Segundo o USA Today, os resultados mostravam que o casoWright gerou em alguns eleitores dúvidas sobre os valores, acredibilidade e a elegibilidade de Obama. Já uma pesquisa da CBS News/New York Times divulgada nodomingo mostrou o senador pelo Estado do Illinois à frente deHillary, com 50 por cento das intenções de voto contra 38 porcento entre os eleitores democratas. Segundo essa enquete, 60por cento das pessoas aprovavam a forma como Obama reagiu àfúria provocada pelos comentários do ex-pastor dele. Aquela enquete entrevistou 671 adultos, entre os quais 281participantes das prévias democratas, da quinta-feira passadaaté o sábado. Wright deixou muitos eleitores indignados ao repetiropiniões controversas, tais como a de que os ataques de 11 desetembro de 2001 foram uma resposta às políticas externas dosEUA e a de que o governo norte-americano havia disseminado aAids para prejudicar os negros. Obama rompeu suas relações com o pastor publicamente. Na segunda-feira, o pré-candidato tentou deixar para trás apolêmica, preparando-se para as votações do dia seguinte emIndiana e na Carolina do Norte. "Provavelmente, nós fomos os mais atacados nesta campanhapresidencial. A senadora Hillary não se viu tão criticada. EJohn McCain, com certeza, tampouco. E, ainda assim, continuoaqui e chego com chances de vitória à Carolina do Norte eIndiana", disse o senador ao canal de TV CNN. Segundo a pesquisa do USA Today, um terço dos queparticipavam das prévias tinha menos chances de votar em Obamadevido às relações dele com Wright. Os resultados mostraram também que um terço desseseleitores mostrava-se menos propenso a votar em Hillary porcausa do marido dela, o ex-presidente Bill Clinton. E cerca de 38 por cento dos eleitores em potencialafirmaram estar menos dispostos a votar em McCain por causa doslaços dele com o atual presidente dos EUA, George W. Bush.

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