Obama quer mais US$75,5 bi para Iraque e Afeganistão este ano

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu 75,5 bilhões de dólares adicionais para as guerras no Iraque e Afeganistão para o resto do atual ano fiscal, segundo orçamento divulgado nesta quinta-feira que reflete os planos de retirar as tropas norte-americanas do Iraque. Em seu primeiro orçamento, Obama também pede 130 bilhões de dólares para as operações militares nas duas guerras para o ano fiscal de 2010, que começa em 1o de outubro. Seria uma redução em relação aos aproximados 140 bilhões de dólares que ele prevê serão necessários para este ano. "O orçamento reconhece e financia a estratégia do presidente de aumentar nossas forças no Afeganistão, ao mesmo tempo removendo brigadas de combate do Iraque de maneira responsável", diz o documento. O Congresso já aprovou cerca de metade do dinheiro que a administração Obama diz que precisará para o Iraque e o Afeganistão este ano. O orçamento proposto para 2010 prevê um aumento nos gastos dos EUA com a defesa da ordem de 4 por cento, ou 20,4 bilhões de dólares, chegando a 533,7 bilhões de dólares, excluindo o custo das guerras e o trabalho com armas nucleares. Se o plano for aprovado pelo Congresso, os gastos totais previstos no orçamento de base do Pentágono e para as guerras chegariam a quase 664 bilhões de dólares no ano fiscal de 2010. A administração prevê fazer economias grandes em várias áreas nos próximos anos, incluindo nos gastos com a defesa. Assessores de Obama dizem que a redução do número de tropas na guerra do Iraque renderá economias significativas no orçamento. Mas alguns analistas privados não creem que a redução das tropas resulte em grandes economias no curto prazo, porque essa redução no Iraque acontece ao mesmo tempo em que a administração está elevando o número de tropas no Afeganistão. Um funcionário da administração disse que os custos de transferência de pessoal e equipamento de uma zona de guerra estão incluídos no orçamento. Obama pretende fazer um discurso na sexta-feira em Camp Lejeune, uma base dos Marines na Carolina do Norte, no qual deve anunciar passos para iniciar a retirada das tropas de combate norte-americanas do Iraque.

REUTERS

26 de fevereiro de 2009 | 14h33

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