Obama revela estratégia afegã dia 1º

Líder americano, que promete 'terminar o trabalho' dos EUA no país, planeja fazer anúncio em rede de rádio e TV

AP, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

25 de novembro de 2009 | 00h00

O presidente dos EUA, Barack Obama, planeja anunciar o número de tropas a serem enviadas para o Afeganistão em um discurso à nação no início da próxima semana, informou ontem a National Public Radio (NPR), rede de emissoras públicas de rádio dos EUA. Citando fontes não identificadas do governo, a NPR disse que haverá um considerável aumento das forças americanas, mas não deu mais detalhes.

Segundo a rádio, o plano é que o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Michael Mullen, e o principal comandante das forças americanas no Afeganistão, general Stanley McChrystal, compareçam a uma audiência no Congresso logo depois que Obama fizer o anúncio. Uma fonte da Casa Branca confirmou ao canal Fox News ontem que o presidente deve fazer o anúncio na terça-feira.

Obama voltou a dizer ontem que anunciará "em breve" sua decisão. Em entrevista, ele prometeu "terminar o trabalho" iniciado pelos americanos. "Após oito anos de conflito no Afeganistão, durante os quais não tivemos, na minha opinião, nem recursos nem estratégia para concluir o trabalho, tenho a intenção de terminar a missão", disse.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, confirmou que a decisão será tomada "nos próximos dias", provavelmente na semana que vem. Segundo ele, na segunda-feira, Obama terá um "encontro final" com seus assessores. Gibbs confirmou que o presidente não faria o anúncio antes do feriado de Ação de Graças, celebrado amanhã nos EUA.

DECISÃO

Na segunda-feira, Obama esteve reunido durante duas horas com os integrantes de seu gabinete de guerra para discutir as estratégias sobre o Afeganistão - foi a nona reunião do conselho de guerra desde agosto.

Funcionários do governo afirmaram que este teria sido o último encontro antes da decisão. Os EUA já contam com 68 mil soldados no Afeganistão. Segundo fontes da Casa Branca, o aumento previsto seria de cerca de 35 mil militares, aproximadamente o que havia pedido o general McChrystal.

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