Obama se diz disposto a ajudar Coreia do Norte não-nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar disposto a ajudar a Coreia do Norte a recuperar sua economia e sair do isolamento internacional se Pyongyang deixar de fazer ameaças e abrir mão de suas armas nucleares.

CAREN BOHAN E PATRICIA ZENGERLE, REUTERS

19 de novembro de 2009 | 09h44

Falando a jornalistas ao final de uma semana de viagem pela Ásia, Obama disse que ele e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, concordaram que o Norte precisa parar com sua prática de fazer provocações para em seguida exigir mais concessões, mas sem nunca resolver o problema central.

Lee e Obama também prometeram se empenhar na aprovação, em seus respectivos Parlamentos, de um acordo de livre-comércio firmado há mais de dois anos. Lee se disse disposto a discutir a abertura do mercado automobilístico, principal ponto que entrava a ratificação.

"Nossa mensagem está clara. Se a Coreia do Norte estiver preparada para dar passos concretos e irreversíveis no sentido de cumprir suas obrigações e eliminar seu programa de armas nucleares, os Estados Unidos irão apoiar a assistência econômica e ajudar a promover sua plena integração na comunidade de nações". disse Obama.

A reunião na Coreia do Sul foi a menos problemática de Obama na sua viagem à Ásia, já que com o Japão há discordâncias sobre a futura localização de uma base militar norte-americana, e na China existem divergências a respeito de políticas cambiais, comércio e a situação do Tibete.

Obama e Lee têm tentado pressionar a miserável Coreia do Norte com sanções econômicas e com promessas de incentivo em troca do fim do programa nuclear.

"O que eu quero enfatizar é que o presidente Lee e eu concordarmos que desejamos romper o padrão que existiu no passado, em que a Coreia do Norte se comporta de modo provocativo e em seguida está disposta a voltar a conversar (...), e então isso leva à busca de novas concessões", disse Obama.

Ele confirmou que pretende enviar em 8 de dezembro seu primeiro representante especial a Pyongyang, Stephen Bosworth, para pressionar o regime comunista a retomar o processo multilateral de negociações, paralisado há quase um ano.

Analistas dizem que Obama não teria tomado essa decisão se não tivesse certeza de que Pyongyang voltará ao diálogo.

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