Obama se encontra com presidente afegão em Cabul

O candidato democrata à Presidência dosEstados Unidos, Barack Obama, se encontrou neste domingo com opresidente afegão, Hamid Karzai, em seu segundo dia de visitaao Afeganistão, realizada com o objetivo de demonstrar acompetência de Obama em política externa. Obama já fez críticas anteriormente a Karzai, que preside oAfeganistão desde que forças afegãs e tropas lideradas pelosEUA derrubaram do poder o grupo radical islâmico Talibã, em2001, mas nesta visita o democrata disse que seu objetivo éouvir e não levar mensagens duras. Imagens de TV mostraram um Obama relaxado conversando comKarzai, tendo ao lado seus colegas de Senado Chuck Hagel e JackReed e ministros afegãos no palácio presidencial de Cabul, quetem um forte esquema de segurança. Obama é senador pelo Estadodo Illinois. "Na reunião as duas partes falaram sobre a situação noAfeganistão e em toda a região, a campanha mundial contra oterrorismo e o narcotráfico e também sobre uma maior expansãodas relações entre os EUA e o Afeganistão", informou o paláciopresidencial afegão em um comunicado. Obama também vai visitar o Iraque, Jordânia, Israel,Alemanha, França e Grã-Bretanha em um giro internacional que,ele espera, possa ser uma resposta às críticas dos republicanosde que não tem experiência para ser o comandante-chefe dasForças Armadas. Na semana passada, Obama criticou Karzai em uma entrevistaà CNN. "Acho que o governo de Karzai não saiu do bunker paraajudar a organizar o Afeganistão e o governo, o Judiciário e asforças policiais, de um modo que transmitisse confiança aopovo. Por isso há uma porção de problemas lá", disse entãoObama à TV. Karzai já foi o queridinho do Ocidente, mas agora enfrentacríticas crescentes em casa e no exterior por não adotarmedidas duras para coibir a corrupção desenfreada e combaterantigos senhores de guerra e a produção de drogas em níveisrecordes --fatores que alimentam a insurgência do Talibã, queestá crescendo. Mas ao ser indagado, antes da viagem, se usaria palavrasduras com Karzai e com o primeiro-ministro iraquiano, Nurial-Maliki, Obama respondeu: "Estou mais interessado em ouvir doque falar." "E acho que é muito importante reconhecer que estou indo lácomo senador dos EUA. Temos um presidente por vez, portanto étarefa do presidente enviar tais mensagens", disse Obama. (Reportagem adicional de Sayed Salahuddin)

JON HEMMING, REUTERS

20 de julho de 2008 | 12h20

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