Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Obama usará segundo debate para falar diretamente a eleitores

Depois do mau desempenho em primeiro embate, presidente espera aproveitar o formato diferente

Reuters

15 de outubro de 2012 | 10h26

WASHINGTON - Depois do mau desempenho no primeiro debate eleitoral e de ver o rival Mitt Romney crescer nas pesquisas, o presidente Barack Obama espera aproveitar o formato diferente do novo encontro, na terça-feira, 16, para falar diretamente aos eleitores.

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O debate na Universidade Hofstra, em Nova York, será no formato de encontro com eleitores, em que pessoas indecisas sobre a votação farão perguntas aos dois candidatos.

No domingo, pesquisa Reuters/Ipsos com eleitores inclinados a votar no dia 6 de novembro mostrou que Romney eliminou a vantagem de Obama ou o superou na avaliação relativa a várias questões -- da geração de empregos e da política tributária até a forma de lidar com as ambições nucleares iranianas.

Embora no mês passado o desemprego nos EUA tenha caído abaixo de 8 por cento pela primeira vez no mandato de Obama, Romney está à frente do presidente (42,5 a 39,2 por cento) como o candidato visto como mais capaz de gerar empregos. Em 30 de setembro, antes do primeiro debate, Obama liderava por 6 pontos percentuais nesse quesito.

A pressão agora está sobre Obama, que admitiu ter sido "polido demais" naquele debate. Ele precisará ser mais incisivo sem parecer grosseiro ou desesperado. Para Romney, a tarefa é simplesmente parecer novamente seguro e manter o impulso da candidatura republicana.

"Obama não pode se dar ao luxo de outro mau desempenho no debate, e não terá tempo de se recuperar", disse Bruce Buchanan, cientista político da Universidade do Texas.

Obama geralmente se mostra seguro e agressivo durante a campanha, mas resta ver se conseguirá manter esse estilo no debate em novo forma formato. Esse formato intimista impede que os candidatos se mostrem agressivos demais, já que o foco está na resposta a indivíduos, e não a um moderador.

Mas o cientista político Dante Scala, da Universidade de New Hampshire, disse que a presença da plateia pode deixar Obama "mais à vontade para ser expressivo, menos sombrio". "Ele é muito bom em usar multidões de forma jocosa para atacar seu adversário. Ele faz isso todo dia sobre o palanque."

Os democratas esperam que Obama consiga se inspirar na atuação do vice Joe Biden contra o companheiro de chapa de Romney, Paul Ryan, num debate da semana passada. A maioria das pesquisas apontou uma vitória de Biden, que adotou um tom apaixonado, mas sem ser histriônico.

A pesquisa diária Reuters/Ipsos no domingo mostrou Obama à frente de Romney por 46 a 45 por cento, revertendo a vantagem de 3 pontos que Romney registrou na quinta-feira -- num sinal de que o crescimento do republicano após o debate pode estar perdendo fôlego.

 

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