Obesidade nos EUA chega a cães e gatos

A crise da obesidade nos Estados Unidos está se espalhando também entre animais de estimação. Um estudo divulgado nesta semana pela Associação para a Prevenção da Obesidade entre Animais de Estimação (Apop, na sigla em inglês) afirma que 53% dos gatos do país estão acima do peso; entre os cães, o índice é ainda maior: 55%. Desses animais, mais de 20% são clinicamente obesos.

LOS ANGELES, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2012 | 03h05

O estudo também alerta para o custo financeiro que esse excesso de peso entre os animais de estimação acarreta - isso porque gatos e cachorros gordos são muito mais propensos a sofrerem de doenças cujo tratamento é bastante caro.

O alerta é do veterinário e fundador da Apop, Ernie Ward, que vive no Estado da Carolina do Norte. "O crescimento do número de animais de estimação obesos é preocupante, porque isso significa que cada vez mais eles serão afetados por doenças relativas ao peso, como artrite, diabete, pressão arterial alta e problemas renais. E isso vai custar milhões de dólares aos seus donos. É uma despesa que poderia ter sido evitada."

E a culpa, de acordo com Ward e outros veterinários, é dos donos. Obviamente, os animais de estimação não estão atacando a geladeira enquanto faltam às aulas na academia; eles estão sendo superalimentados por seus cuidadores humanos, que também falham ao não brincar com eles ou levá-los para passear o suficiente.

Os veterinários apontam para outro problema: como cerca de dois terços dos americanos estão acima do peso ou são obesos, isso distorceu a percepção do que é um peso normal.

Para ajudar os donos de cães e gatos a entender a situação, a Apop criou um "tradutor de peso de animais" que mostra que cada quilo a mais em um cão pequeno, como os da raça lulu-da-pomerânia, equivale a uma mulher de 1,52 metro de altura engordar 9,5 quilos. Felizmente, é uma dor de cabeça fácil de evitar: dê menos comida a seus bichos e obrigue-os a fazer exercício. / LOS ANGELES TIMES

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