Obesos têm mais chances de sobreviver a infarto

Com tratamento adequado, risco de morte cai um terço em pessoas acima do peso

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h12

Pacientes obesos têm mais chances de sobreviver a ataques do coração e de angina do que os magros se forem submetidos a tratamentos adequados.Pesquisadores suíços e alemães analisaram 1.676 pacientes obesos e de peso normal, que foram internados após sofrerem ataques no coração ou de angina, que é o estreitamento das artérias coronárias.Os estudiosos concluíram que, apesar de terem maior tendência a desenvolver doenças cardíacas, os obesos têm três vezes menos chances de morrer em até três anos após o tratamento dos que os pacientes de peso normal.Os participantes da pesquisa foram submetidos a uma angiografia coronária para identificar a extensão do problema, e em seguida tiveram as artérias desobstruídas. "Não há duvida de que as pessoas acima do peso ou obesas têm maior risco de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças das artérias coronárias. Mas as evidências mostraram que, se submetidos ao tratamento correto, eles (os obesos) têm uma melhor recuperação comparada à das pessoas magras", disse o líder da pesquisa, Heinz Buettner. HipótesesOs pesquisadores, que publicaram o estudo no European Heart Journal, não puderam explicar exatamente o porquê dos resultados, mas levantaram algumas hipóteses. Eles disseram que os pacientes obesos apresentam diferenças na composição química corporal, como nos níveis de plaquetas, que podem contribuir para o entupimento das artérias. Esse nível é menor entre obesos. Além disso, o nível de gordura no tecido do coração é maior entre os obesos, o que pode proteger o órgão durante um ataque cardíaco, disseram os pesquisadores.Heinz Buettner, no entanto, ressaltou que é importante que os obesos percam peso. "Nem todos pacientes podem ser tratados a tempo de forma adequada e doenças coronárias podem provocar um ataque cardíaco repentino", alerta o pesquisador. "Já se sabe que até uma modesta perda de peso pode prevenir os riscos de doenças cardiovasculares associadas à obesidade".

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