Obra do Trecho Leste do Rodoanel começa em setembro

A concessionária SPMar, do Grupo Bertin, reafirmou hoje que começará a construção do Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas, em São Paulo, no mês de setembro. "Atualmente estamos detalhando o projeto executivo, fazendo o mapeamento do traçado final da estrada", afirmou Marcelo de Afonseca, diretor executivo da SPMar. "Estamos trabalhando também nos pontos necessários para conseguir a licença ambiental de instalação da obra."

SILVANA MAUTONE, Agência Estado

09 Junho 2011 | 13h28

A SPMar venceu em novembro do ano passado o leilão para administrar o Trecho Sul do Rodoanel, construído pelo governo paulista, mas em contrapartida terá que construir os 42,3 quilômetros do Trecho Leste. Pelas regras da concessão, assinada oficialmente em 10 de março, as obras precisam começar até setembro e serem concluídas até março de 2014. Os investimentos totais nos dois trechos são estimados em cerca de R$ 5,5 bilhões.

De acordo com Afonseca, a SPMar já está fazendo o pré-cadastramento das famílias que podem ter suas propriedades desapropriadas devido à obra. "Também estamos montando equipes que farão o contato com essas pessoas, esclarecerão sobre o projeto", afirmou. Afonseca disse que inicialmente o contato será feito com as pessoas que moram nas áreas rurais e, posteriormente, com as que ficam nas áreas urbanas.

"Nas áreas urbanas, conversaremos com as prefeituras para discutirmos conjuntamente as alternativas para o processo de desapropriação. Será um trabalho feito a quatro mãos. Vamos ver, por exemplo, se o município tem projetos do Minha Casa, Minha Vida do qual possamos participar", disse.

Trecho Sul

A concessionária informou ainda que já realizou 70% das obras necessárias para poder começar a cobrança de pedágio no Trecho Sul do Rodoanel Mario Covas, em São Paulo. "Estamos trabalhando intensamente para antecipar o nosso trabalho", disse Afonseca. De acordo com as regras do edital de licitação, antes de iniciar a cobrança do pedágio o consórcio tem o prazo de seis meses, a contar da data de assinatura do contrato, que foi em 10 de março, para fazer uma série de melhorias na estrada.

A perspectiva inicial de Afonseca era realizar todas essas obras no prazo de quatro meses. "Continuamos com essa expectativa, mas quem dará a autorização final para podermos cobrar o pedágio é a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e não tenho como prever quando isso ocorrerá", afirmou.

O Trecho Sul tem 61,4 quilômetros de extensão e foi inaugurado pelo governo paulista em março do ano passado, antes da realização do leilão. Segundo Afonseca, até agora foram investidos cerca de R$ 45 milhões dos R$ 60 milhões previstos nas obras de revitalização do trecho, que atualmente tem um tráfego de 44 mil veículos por dia nos dois sentidos.

Segundo Afonseca, entre as obras que estão sendo realizadas no Trecho Sul está a regularização da qualidade do pavimento, a limpeza de placas e do acostamento. Também já foram instalados, por exemplo, dois postos de serviço de atendimento ao usuário. Atualmente, 70% da estrada é coberta com sinal de celular, mas, de acordo com o executivo do SPMar, as operadoras devem concluir a instalação de mais torres até o fim do ano, quando todo o Trecho Sul do Roadonel já deve ter o sinal de telefonia móvel.

Atualmente, existem oito radares instalados ao longo da estrada, mas até março de 2012 outros seis serão implantados. Hoje há dez câmeras de monitoramento em funcionamento e mais 35 estão previstas nos próximos dez meses.

Leilão

O leilão realizado em novembro do ano passado estabeleceu que o vencedor será responsável por administrar e explorar o pedágio do Trecho Sul e que, em contrapartida, terá de construir toda a parte do Trecho Leste. A concessão é de 35 anos. O executivo da SPMar reuniu a imprensa na manhã de hoje para fazer um balanço sobre os primeiros 90 dias da administração do Trecho Sul.

Com relação ao Trecho Leste, que terá 42,3 quilômetros, o edital estabelece que ele precisa entrar em operação até março de 2014. Os investimentos totais nos dois trechos são estimados em cerca de R$ 5,5 bilhões.

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