Ocupação começou nos anos 70

A polêmica em torno da Jureia, no litoral sul paulista, começou nos anos 1970, quando veranistas começaram a instalar casas na cidade após a abertura de uma estrada e caiçaras passaram a prestar serviços para eles.

, O Estadao de S.Paulo

31 Dezembro 2009 | 00h00

Em 1986, ambientalistas conseguiram que fosse criada a Estação Ecológica Jureia-Itatins, diante de planos para a construção de usinas nucleares e de um megaempreendimento imobiliário.

Embora proibido, o turismo ganhou importância para os moradores da estação ecológica nos anos 1990. Desde aquela época o poder público tolerava a ocupação, ofertando serviços essenciais a quem morava na região.

O imbróglio judicial começou em abril de 2004, quando a Justiça deu ganhou de causa a uma ação civil pública que pedia a proibição de visitas no Parque do Itinguçu, localizado na estação ecológica. Governo recorreu.

Em 2006, deputados criaram o mosaico da Jureia (união de unidades de conservação), permitindo, inclusive, sua ocupação por moradia. A lei, porém, foi derrubada pelo Tribunal de Justiça em junho de 2009. A Jureia voltou, então, a ser uma estação ecológica. Em 22 de dezembro, o governo sofreu nova derrota na ação civil pública e a Justiça de Peruíbe proibiu de vez a visitação ao Parque do Itinguçu.

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