Odebrecht assinará contrato para gerir usina de açúcar em Cuba

A gigante brasileira Odebrecht vai assinar na sexta-feira um contrato para administrar uma usina açucareira em Cuba, concretizando projeto anunciado no início deste ano, o que representa o primeiro investimento estrangeiro em Cuba desde a revolução de 1959.

ROSA TANIA VALDÉS E MARC FRANK, Reuters

07 de novembro de 2012 | 18h31

A Companhia de Obras em Infra-estrutura (COI), uma subsidiária da Odebrecht, planeja assinar no final desta semana um contrato de administração com a estatal Grupo de Administração Empresarial do Açúcar (Azcuba), afirmaram nesta quarta-feira duas fontes da empresa brasileira e diplomatas brasileiros.

A COI tem trabalhado em Cuba nos últimos anos na construção de novas instalações no porto de Mariel, a oeste de Havana.

"Na sexta-feira iremos assinar o contrato de administração por 13 anos, vamos ficar encarregados de gerir uma usina na província de Cienfuegos", disse um executivo da Odebrecht.

"Começamos na semana que vem, para esta safra que começa em dezembro", acrescentou à Reuters.

A gigante brasileira havia dito à Reuters em janeiro que firmaria um "contrato de administração produtiva" por 10 anos com a Azcuba pela usina "5 de Septiembre" na província central de Cienfuegos.

A indústria açucareira estatal, teoricamente, está aberta aos investimentos estrangeiros desde 1995, mas na prática houve pouco interesse por parte do governo, exceto pelos poucos empreendimentos conjuntos em alguns derivados, como o álcool.

PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA

Hipólito Rocha, diretor-geral da Agência de Promoção de Exportações (Apex-Brasil), de Havana, disse recentemente à Reuters que o país está planejando um investimento inicial de 60 milhões de dólares como parte do contrato de gestão da usina "5 de Septiembre" de Cienfuegos, localizada cerca de 226 km a sudeste de Havana.

Esta "primeira experiência contratual" abre os caminhos para novos projetos, disse ele, sem dar mais detalhes.

Fontes da indústria disseram que pelo menos outras três empresas estrangeiras estão atualmente negociando acordos de gestão.

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