L. Adolfo/AE - 27/10/2008
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Oferta de boi confinado pressiona cotação

Mercado futuro sinaliza maior oferta de animais e frigoríficos insistem em manter os preços mais baixos

Alexandre Inacio, O Estado de S.Paulo

22 Julho 2009 | 03h42

O mercado físico de boi gordo começou esta semana com preços firmes em praticamente todas as praças, mas a expectativa em relação ao aumento da oferta de animais de confinamento começa a pressionar as cotações dos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), que recuaram na semana passada.

Influenciados pela sinalização dos preços futuros, os frigoríficos insistem em fazer ofertas de preços mais baixos e a estratégia deve ser mantida ao longo dos próximos dias. Em São Paulo, a arroba é negociada por R$ 82 para pagamento a prazo e imposto a descontar, mas existem propostas de compra por R$ 80/arroba.

Nesse patamar, no entanto, praticamente não saem negócios e para preencher as escalas as indústrias continuam a buscar animais em outros Estados, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A resistência dos frigoríficos paulistas em comprar animais sem elevar as propostas de preços faz com que as escalas permaneçam curtas.

Segundo relatório da AgraFNP, algumas indústrias pretendiam elevar os abates para 2.500 cabeças por dia, mas diante da baixa oferta de gado, as escalas não superam a margem de 1.200 cabeças por dia.

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