OGX dobra produção de petróleo em Waimea

A OGX, empresa de petróleo do empresário Eike Batista, dobrou a sua produção de petróleo no complexo de Waimea, na bacia de Campos, com a abertura de um segundo poço que teve início na madrugada desta terça-feira.

REUTERS

15 Maio 2012 | 12h31

Com o início da extração no segundo poço, a produção subiu de 11,5 mil barris de petróleo para 23 mil barris/dia, disse o presidente da companhia, Paulo Mendonça, em teleconferência com analistas nesta terça-feira para comentar os resultados do 1o trimestre.

"Os trabalhos de abertura do segundo poço em Waimea começaram hoje e um terceiro poço também será perfurado em 2012", disse o executivo.

Ele disse que será possível manter esses níveis no futuro, com injeção de água, mas isso acontecerá numa etapa posterior.

Parte do complexo de Waimea tem volume recuperável de 110 milhões de barris segundo o Plano de Desenvolvimento apresentado à Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas pode chegar a 150 milhões, segundo Mendonça.

A estimativa para todo o complexo de Waimea (que envolve outros campos) permanece entre 500 e 900 milhões de barris. A declaração de 110 milhões de barris abrange apenas uma parte do campo, que é será extraída pela plataforma FPSO OSX-1.

Mendoça informou ainda que um terceiro poço em Waimea começará a produzir no segundo semestre de 2012. Isso fará com que a produção atinja entre 30 mil e 40 mil barris/dia até o final do ano.

Um quarto poço virá em 2013, e aí a produção pode variar entre 40 mil e 50 mil barris/dia.

Por volta das 11h45, as ações da OGX operavam em queda de 3,3 por cento, enquanto o Ibovespa operava perto de uma estabilidade, assim como o petróleo nos EUA.

1 MILHÃO DE BARRIS

Segundo o executivo, nesta terça-feira a OGX completa 1 milhão de barris carregados na plataforma OSX-1. Desses, 550 mil já foram embarcados para a Shell, que levou o produto para o exterior.

Em outubro de 2011, a OGX firmou seu primeiro contrato de comercialização com a companhia anglo-holandesa, prevendo a entrega de 1,2 milhão de barris em duas cargas de 600 mil barris cada.

PREJUÍZO

A OGX divulgou na madrugada desta terça-feira um prejuízo líquido de 144,8 milhões de reais no primeiro trimestre.

A companhia, que passou a gerar caixa com o início de produção na bacia de Campos no começo do ano e o envio de uma primeira carga de petróleo à Shell, reduziu despesas de exploração em 191,5 milhões de reais em relação ao quarto trimestre de 2011, para 109,14 milhões de reais.

"Ao longo do ano, com novos poços entrando em produção, esperamos obter ganhos de escala que diluirão os custos por barril, visto que grande parte destes custos é fixa, como logística, leasing e operação e manutenção", afirmou a OGX no balanço.

A geração de caixa obtida com a venda da primeira carga à Shell, de 1,2 milhão de barris, foi de 56,418 milhões de reais e a receita obtida com a operação somou 118 milhões de reais. A carga foi comercializada a um preço médio de petróleo tipo Brent menos 5,50 dólares por barril.

Segundo o diretor financeiro da OGX, Roberto Monteiro, somente a produção de 1 poço por 51 dias rendeu os 56 milhões de reais para a OGX.

"Waimea já é rentável hoje com apenas 1 poço. A receita bruta com o ativo foi de 118 milhões de reais, mas para chegar nos 56 milhões de reais foram descontadas as despesas com royalties, leasing, e outros custos".

COLÔMBIA

O presidente da OGX disse ainda que pretende perfurar primeiro poço de petróleo na Colômbia no segundo semestre de 2012.

"Queremos intensificar os trabalhos na Colômbia e as expectativas são altas", afirmou Mendonça.

A companhia quer ainda participar de uma nova rodada de licitação de concessões no país vizinho também no segundo semestre deste ano.

(Por Leila Coimbra)

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