Oil World eleva safra de soja do Brasil; reduz a da Argentina

A estimativa para a safra de soja do Brasil em 2013 foi elevada em 500 mil toneladas, para 81,5 milhões de toneladas, pelo clima mais favorável no país, disse nesta terça-feira a Oil World, consultoria com sede em Hamburgo.

Reuters

22 de janeiro de 2013 | 14h55

A safra de soja da Argentina em 2013 foi reduzida em 1 milhão de toneladas, para 52 milhões de toneladas, devido ao clima desfavoravelmente seco.

Em outubro, a consultoria havia estimado a safra argentina em 56 milhões de toneladas. O número atual, porém, ainda supera as 39,9 milhões de toneladas que a Argentina colheu em 2012.

Grandes safras da América do Sul são necessárias neste começo de 2013 para aliviar os apertados estoques globais da soja, enquanto os Estados Unidos ainda são o principal fornecedor para atender à demanda global pelo produto nas exportações.

Os preços da soja atingiram recordes em setembro de 2012 com a seca que assolou a safra dos Estados Unidos e após fracas colheitas na Argentina e Brasil.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou em 11 de janeiro a safra da Argentina em 54 milhões de toneladas, enquanto o governo argentino espera ao menos 55 milhões de toneladas.

Os preços recuaram uma vez que a colheita dos EUA veio melhor que o esperado e as grandes safras da América do Sul no começo de 2013 podem trazer algum alívio ao fornecimento global.

A Argentina teve tempo seco e quente na segunda metade de dezembro e início de janeiro, enquanto algumas regiões receberam apenas 10-20 por cento do volume normal de chuvas, disse a Oil World.

"Se a falta de chuva persistir até o início de fevereiro, a soja e outras culturas de verão sofrerão estresse e o potencial de produtividade será reduzido", disse.

O Brasil tem registrado clima mais favorável e a Oil World disse em 15 de janeiro que a safra do país poderia exceder 81 milhões de toneladas.

Em Chicago, o março da soja subiu quase 4 por cento na semana passada, em parte por preocupação com a safra argentina.

"As condições climáticas na Argentina nas próximas semanas determinarão se o atual prêmio de risco climático sobre os preços deve ser elevado ou se nós iremos experimentar uma pressão sazonal de oferta e os preços podem ser pressionados por liquidação de fundos", disse a Oil World.

(Reportagem de Michael Hogan)

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