Oil World reduz previsão de safra de soja argentina

A consultoria alemã Oil World reduziu sua estimativa para a safra de soja 2012 da Argentina pela segunda vez em duas semanas, em 1,5 milhão de toneladas, por conta dos prejuízos causados pela seca.

REUTERS

08 Maio 2012 | 16h21

A Oil World prevê agora a safra argentina da oleaginosa em 41 milhões de toneladas, abaixo das 49,2 milhões colhidas em 2011, disse a consultoria nesta terça-feira.

A última redução acompanha uma série de cortes na safra argentina feitos pela consultoria em abril, totalizando 4 milhões de toneladas, por conta do clima adverso no país. A Oil World já havia, no dia 24 de abril, reduzido sua estimativa em 1,5 milhão de toneladas.

A Argentina é o terceiro maior exportador de soja do mundo, depois de Estados Unidos e Brasil. As estimativas para a produção de soja sul-americana continuam diminuindo, enquanto produtores colhem o restante da safra no hemisfério sul, fator que tem reduzido as estimativas de estoques globais e dos Estados Unidos e mantido os preços em alta.

A bolsa de grãos de Buenos Aires rebaixou, em 3 de maio, sua projeção para a safra de soja 2012 da Argentina em 2 milhões de toneladas, também para 41 milhões.

A Oil World também alertou sobre um alto risco de cortar sua estimativa atual da safra de soja do Brasil, de 65 milhões de toneladas, que já está abaixo das 75,3 milhões colhidas em 2011.

Uma nova redução de 500 mil toneladas na estimativa de 65 milhões não pode ser descartada, uma vez que os rendimentos da safra no Rio Grande do Sul ficaram bem abaixo das expectativas, disse a Oil World.

"Com a redução das ofertas da América do Sul, a demanda global por soja e produtos vai cada vez mais se voltar para a oferta dos Estados Unidos, de junho e julho de 2012 para frente", disse.

Os fundamentos de oferta altistas "vão limitar o potencial de queda dos preços da soja e produtos no curto e médio prazo", disse a consultoria.

(Reportagem de Michael Hogan)

Mais conteúdo sobre:
COMMODS ARGENTINA OILWORLD ATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.