Oito ministérios participam da ação do governo no RJ

O Governo Federal divulgou hoje balanço das operação realizadas na região serrana do Rio de Janeiro, atingida pelas chuvas nos últimos dias. Pelo menos oito ministérios, segundo o governo, estão envolvidos nas operações de resgate, atendimento às vítimas, reconstrução das áreas danificadas e apoio pós-enchente.

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

16 de janeiro de 2011 | 16h29

A Medida Provisória 522 destinou R$ 780 milhões para a Defesa Civil em todos os Estados afetados pelas chuvas - para ajuda aos atingidos, obras de prevenção e para a recuperação das estradas destruídas pelas enchentes. O pagamento de benefícios dos moradores de algumas cidades atingidas será adiantado.

O Bolsa Família será antecipado para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Também está previsto pagamento de aluguel social para as pessoas que perderam suas casas. Os moradores das cidades atingidas pelas enchentes poderão sacar até R$ 4.650 do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Saúde - O Ministério da Saúde enviou 255 mil peças de divulgação para as regiões afetadas pelas enchentes. São 250 mil cartilhas, cinco mil folhetos e spots de rádio com informações à população para enfrentamento de situações pós-enchente. Desde a última quinta-feira, estão à disposição das equipes de atendimento do Rio de Janeiro sete toneladas de medicamentos e insumos, suficientes para atender 45 mil pessoas

Por meio do Departamento de Gestão Hospitalar no Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde reuniu 50 voluntários dos seis hospitais federais da capital fluminense para atuarem nas regiões atingidas. O ministério ainda deixou 300 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) de prontidão para o atendimento hospitalar. A pasta também repassará R$ 8,7 milhões para custear a ampliação da assistência hospitalar da região e hospitais de campanha.

Marinha e Força Nacional - A Marinha instalou em Nova Friburgo um Hospital de Campanha (HCamp) para atendimento de urgência. Um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, composto pela Unidade Médica Expedicionária da Marinha e por componentes de comando, segurança e apoio, foi enviado à cidade para avaliar a situação e selecionar o local para o posicionamento do HCamp. Trata-se do mesmo Hospital de Campanha que foi empregado, no início do ano passado, no socorro às vítimas do terremoto ocorrido no Chile.

A pedido do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, 225 homens da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) estão no Estado para auxiliar nos resgates. São 80 bombeiros militares especialistas em resgate, 130 policiais militares e 15 peritos. O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Ibama e do Instituto Chico Mendes, colocou à disposição da Defesa Civil do Rio de Janeiro uma aeronave.

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