'Olimpíada é uma página virada', diz presidente da CBF

José Maria Marin afirma que derrota na final do torneio não ofuscará trabalho da equipe e reitera apoio a Mano Menezes.

Claudia Varejão Wallin, BBC

14 de agosto de 2012 | 10h06

Para o presidente da CBF, José Maria Marin, a derrota amargada pela seleção brasileira contra o México na final da Olimpíada de Londres não vai tirar o brilho da festa de despedida do Estádio Råsunda - onde o Brasil conquistou a Copa do Mundo de 1958 - nesta quarta-feira, quando o time de Mano Menezes disputará um amistoso contra a seleção da Suécia.

''A Olimpíada é uma página virada. Totalmente virada. Temos que pensar no presente e no futuro, tendo em vista a Copa de 2014 no Brasil'', disse o presidente da CBF à BBC Brasil em Estocolmo, durante a apresentação do amistoso.

Pelé, que é um dos jogadores da Seleção de 1958 convidados para acompanhar a partida, também minimizou a derrota. "Foi uma pena. Mas isso é coisa do futebol", afirmou.

José Maria Marin reiterou seu apoio ao técnico Mano Menezes, apesar do resultado de 2 a 1 para o México na final do disputa da medalha de ouro pelos Jogos de Londres, no sábado passado.

''Um resultado não pode colocar por terra um trabalho que vem sendo executado. Por maior que seja a minha tristeza com esse resultado, ela não será maior do que a confiança que tenho neste grupo de jogadores, e também na comissão técnica e no diretor de seleções, Andrés Sanchez'', acrescentou Marin.

Títulos

O presidente da CBF ressaltou que ''Olimpíada é Olimpíada, e Copa é Copa'':

''A Olimpíada é importante, mas a Copa é o maior espetáculo da terra. Os títulos conquistados pelo Brasil jamais se apagarão da memória do povo brasileiro. A grande e verdadeira face da seleção, em todo o seu potencial, é apresentada por ocasião da Copa do Mundo. E nesse aspecto, ninguém desconhece o poderio e o respeito da seleção brasileira'', disse ele, preferindo abster-se de apostar numa vitória do Brasil no amistoso desta quarta-feira.

''O principal é a grande festa de confraternização que acontecerá, e prestar homenagem a esta data histórica (a final da Copa de 1958 na Suécia). É essa a razão do jogo. Se dentro desta confraternização vencermos a partida, será muito bom.''

O presidente da CBF chefia a delegação brasileira nas cerimônias de adeus ao estádio Råsunda, que começam nesta terça-feira com um banquete de gala com a presença da Rainha Silvia e autoridades brasileiras e suecas.

''1958 é uma data histórica para o futebol brasileiro, que também marcou o surgimento de Pelé, o maior atleta do século. O latino é saudosista, é sentimentalista, mas o mundo se transforma", disse ele em referência à futura demolição do Estádio Råsunda. Mas fica o sentimento de gratidão dos brasileiros à generosa hospitalidade sueca'', acrescentou Marin. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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