Omã é atingido por violento ciclone nesta terça

Maior terminal de exportação de gás do país é fechado; ventos chegam a 260 km/h

Agencia Estado

12 de junho de 2007 | 05h22

Um violento ciclone começou a castigar Omã nesta terça-feira, 5, obrigando a retirada de milhares de pessoas da ilha Masirah, no mar da Arábia, e fechando o principal terminal de exportação de gás do país. Um meteorologista disse na TV estatal que o ciclone Gonu, que chegou a ser equivalente a um furacão de categoria cinco (a máxima), pode ser pior que o destruidor ciclone que atingiu a ilha em 1977. Com ventos de até 260 quilômetros por hora e ondas de até 12 metros na costa leste de Omã, a agência estatal de notícias disse haver previsões de uma forte chuva e inundações no país petroleiro. "É bem comum haver chuvas fortes nesta época do ano em Omã", disse um executivo ocidental radicado na capital Mascate. "Mas este tempo é bem raro, e estão chamando de o pior na história moderna de Omã." Um agente naval disse à Reuters que o terminal Sur, por onde passam 10 milhões de toneladas anuais de gás liquefeito para exportação, foi fechado devido à tempestade, e que o terminal petrolífero de Minal Al Fahal, que embarca todos os 650 mil barris diários das exportações nacionais, deve fechar em breve. O porto de Sultan Qaboos, por onde transitam veículos e contêineres, também foi fechado, segundo outra fonte do setor naval. A notícia do ciclone ajudou o petróleo a ser cotado acima de US$ 70 por barril na segunda-feira, uma vez que esta é possivelmente a pior tempestade já vista na região do golfo Pérsico, de onde sai um quinto do petróleo mundial. A localização de Omã, bem na boca do golfo, torna o país particularmente vulnerável à tempestade, que às 5h55 (hora de Brasília) tinha ventos constantes de 200 quilômetros por hora, o equivalente a um furacão da categoria 3, segundo o Centro Conjunto de Alerta para Tufões dos militares norte-americanos. A Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo, a oeste de Omã, disse que suas principais instalações do setor não seriam afetadas. O meteorologista norte-americano Kevin Roth previu que, depois de passar raspando por Omã, mas ainda com seu olho sobre a água, a tempestade fará uma guinada na direção do sul do Irã, atravessando o golfo de Omã, importante canal de navegação. Caso isso aconteça, os ventos devem cair para 120 quilômetros por hora, de acordo com a previsão publicada por Roth no site do Weather Channel. A última tempestade com força de furacão em Omã havia sido em 2002, segundo Roth. Agentes navais nos Emirados Árabes disseram não haver nenhum alerta por lá, e que as atividades no porto de Fujairah continuam normais.

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