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OMS diz que há severa escassez de medicamentos na Síria

Antes da revolta contra Assad, que já dura 17 meses, país produzia 90% de seus medicamentos

Reuters

07 de agosto de 2012 | 08h44

GENEBRA - Muitos dos principais fabricantes de medicamentos da Síria devastada pelo conflito fecharam, causando severa escassez de medicamentos para o tratamento de doenças crônicas e um crescente número de vítimas, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira, 7.

 

Antes da revolta contra o presidente Bashar Assad, que já dura 17 meses, a Síria produzia 90% de seus medicamentos e drogas, mas a produção foi atingida pelos combates, falta de matérias primas, o impacto das sanções e o custos mais elevado dos combustíveis, relatou a agência da ONU.

Noventa por cento das fábricas farmacêuticas da Síria estão localizadas na zona rural das províncias de Alepo, Homs e Damasco, que sofreram danos substanciais por causa da escalada dos combates, disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic. "Muitas dessas fábricas já fecharam como resultado dos contínuos confrontos e do aumento nos custos do combustível, gerando uma escassez crítica de medicamentos", disse durante uma reunião das Nações Unidas em Genebra.

Centros de saúde fechados

 

Medicamentos para tuberculose, hepatite, hipertensão, diabetes e câncer são urgentemente necessários, assim como hemodiálise para doenças nos rins, segundo a OMS. Os centros de saúde foram fechados, danificados ou tomados por combatentes. "As unidades de saúde que pararam de funcionar estão localizadas nas áreas mais afetadas, onde a necessidade urgente de intervenções médicas e cirúrgicas é a mais eminente", disse Jasarevic.

O Ministério da Saúde da Síria informou que "perdeu" 200 ambulâncias ao longo das últimas semanas, o porta-voz acrescentou. A crescente violência do conflito recentemente se espalhou para as duas maiores cidades da Síria, Alepo e a capital Damasco, agravando a crise humanitária nos principais Estados árabes.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU, que esperava fornecer alimentos para 850 mil sírios até o final de julho, só conseguiu atingir 542 mil, segundo a porta-voz do PAM, Elisabeth Byrs. Cerca de 124 mil sírios fugiram através das fronteiras e foram registrados como refugiados, enquanto estima-se que 1,5 milhão estejam deslocados dentro da Síria.

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